
Tenente-coronel-aviador da reserva - Ruy Flemming
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Esquadrilha da Fumaça
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Red Bull Air Race
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Paul Bonhomme
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Pilotos de várias nacionalidades, divididos em diversas equipes, no comando de diferentes máquinas. Uma estrutura muito bem montada para levar esse circo para todo o mundo. O tempero é a velocidade e a força G numa corrida alucinada contra o relógio. Ganha quem cruzar a linha de chegada no menor tempo.
Acostumado com a Fórmula Um, um leitor desatento poderia interpretar essa descrição como uma corrida de carros. A Red Bull Air Race veio ao Brasil mostrar sua força. Um milhão de pessoas, segundo os organizadores. Seiscentos mil segundo a polícia militar. Não importa.
Um público extraordinário se acotovelou num dos cartões postais cariocas e se deleitou com o esforço de cada um dos pilotos em percorrer o circuito buscando tirar de seus aviões o máximo de eficiência para superar os concorrentes.
Quem não pôde estar presente e assistiu pela TV não perdeu muito. Câmeras instaladas por todo o circuito trouxeram para a telinha o esforço dos aviadores em transpor os obstáculos e realizar as manobras acrobáticas.
Micro-câmeras instaladas nos aviões mostravam o rosto dos pilotos se desfigurando enquanto eram exibidos os registros de velocidade e força G que chegaram à incrível marca dos 10 G. Um piloto com 70 kg, passa a sentir o peso do seu corpo atingir absurdos 700 kg! Isso sem perder a concentração, mantendo o foco da atenção na próxima manobra.
O mais extraordinário está no fato de que tudo é feito a uma altura que não é muito superior à envergadura do avião. Como diria um amigo é o tipo de coisa que separa os homens dos meninos. Os nomes são bem poucos conhecidos do público brasileiro. Quem venceu a etapa foi o inglês Paul Bonhomme, depois de superar o espanhol Alejandro Maclean na final.
O Brasil que está acostumado a acumular glórias e reconhecimento internacional em esportes como futebol, vôlei, Fórmula Um, entre outros, rendeu-se à aviação e reuniu o maior público da história dos eventos esportivos numa improvável corrida de aviões. Só tinha “gringo” lá. Imagine o sucesso desse evento por aqui quando um brasileiro estiver pilotando uma dessas máquinas. Talento não falta.
Evento fantástico, público excepcional. É o tipo de coisa que quem quer divulgar sua marca precisa. Espero que as agências de publicidade desenterrem as inúmeras propostas nacionais que estão engavetadas e passem a ver com bons olhos as iniciativas de apoiar equipes brazucas que estão prontas, só dependendo de patrocínio.
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