
Visão panorâmica da estrutura da prova
Foto: Ricardo Breves

Crianças (filhos de competidores) brincam na praia, momentos antes da
largada
Foto: Ricardo Breves

Bikes perfiladas na largada
Foto: Ricardo Breves

Eduardo (Deficiente visual) pedalando em direção à chegada
Foto: Ricardo Breves

Equipes na linha de chegada
Foto: Ricardo Breves

Balão Ecommotion
Foto: Ricardo Breves
Foram 125 equipes que largaram neste sábado (19) na praia de Ubatumirim, litoral de São Paulo, para a segunda etapa do Natura Kaiak Short Adventure. O circuito, que tem como principal objetivo a sociabilização e integração de participantes de ponta e atletas que ainda estão começando no esporte, não teve muitas surpresas no podium, mas nos trajetos.
Para os competidores de ponta a prova surpreendeu principalmente pela beleza, como disse a Equipe Clight Salomon Atenah, no momento da premiação. “`Prova Linda. As paisagens foram um grande diferencial”. A navegação foi bastante simples, possivelmente pela própria característica do circuito, o mapa estava atualizado com pontos de referência recentes e bem localizados. O percurso foi de cerca de 50km, iniciado com duas pernas de moutain bike, uma de trekking, seguido de canoagem, trekking, mountain bike novamente, técnicas verticais e moutain bike para finalizar.
A prova em miúdos
O início da prova foi um pouco confuso, não só pela aglomeração da saída, mas por ter começado com duas pernas de mountain bike curtas que acabaram causando tumulto no primeiro PC. O sistema de controle eletrônico não funcionou, porém todos os participantes já tinham parado para o controle, causando choques entre os competidores e tombos. No segundo PC,tudo funcionou, mas houve fila porque o trecho também era curto e formado por alguns km de estrada, o que facilitou a performance e a proximidade entre os competidores.
A partir do PC3, entraram os trechos de trekking que aumentaram a distância entre as equipes e facilitaram o trabalho da organização.Foram trechos de montanha, que proporcionaram lindas visões das ilhas que compõem a enseada de Ubatumirim e da orla, considerada uma das vistas mais bonitas da Rio-Santos.
O trecho de canoagem foi realizado no mar e teve alguns momentos de dificuldade especialmente para os competidores que pegaram a maré mais cheia, porque o mar estava mexido entre a Ilha do Negro, onde havia um PC Virtual, a ponta do Arpoador e a chegada na praia da Puruba.
Depois desse PC foram dois trechos de trekking, seguindo para a BR 101, por uma trilha, onde era necessário atravessar dois rios. A parte de técnicas verticais foi realizada na cachoeira Sesmaria uma das mais belas da região. Considerada por várias das equipes um dos pontos altos da prova, pela beleza. Daí até a chegada foram duas pernas de bike, uma delas com direito a passar por dentro do rio, carregando as bicicletas. Todos os participantes que completaram a prova receberam medalhas e champanhe, um momento bastante emocionante especialmente para os iniciantes.
Diferencial
A novidade foi que desta vez as fotos foram gratuitas. Vários fotógrafos estavam espalhados pelo trajeto registrando as performances durante a prova. Ao final o atleta podia escolher e imprimir a foto que escolhesse, ou muitas vezes elas já estavam impressas em um painel, onde você podia pegá-las. “Com isso queremos dar o melhor serviço para o atleta que sempre desejou o registro de seus momentos durante a competição”, diz Said Aiach Neto, organizador do evento. “O momento em que o atleta está curtindo, que ele quer mais atenção e ser fotografado é durante a sua prova, e queremos atender a todas as expectativas dele”, completa.
Emoção
Uma das chegadas mais emocionantes foi marcada pela equipe 64, onde um dos integrantes é deficiente visual. Todas as pessoas que o viram chegar cheio de alegria por completar essa etapa do Ecomotion, sentiram-se recompensados e muito emocionados. Ele foi recebido com muitos aplausos, banho de champagne. “A gente fica emocionado mesmo com essa integração, e principalmente com a inclusão. O Eduardo é uma prova de que força de vontade e oportunidade são suficientes para superar cada vez mais nossos limites.” Cris Castrequini, competidora.
Os resultados:
Equipe Mista
1° - Equipe Mitsubishi Salomon Quasar
2º - Equipe Mamelucos
3º - Equipe Azimute I
Masculina
1º - Avateres
2º - Mamelucos Pedal Power
3º - Matero 2 – Kailash e Adventure EMA
Máster
1° - Mitsubishi Salomon Lontra
2 º - Pa-Buff 4 Xtreme Solo
3º - C.A. Paulistanos 1
Feminina
1º - Ciclovece
2º - Clight Salomon Atenah
3º - Audácia Pura
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