Nora Audrá analisa a participação da sua equipe na final do Brasil Wild 2006

Tema:Adventure Race
Autor: Debora de Lucas
Data: 25/9/2006

A equipe Atenah ficou com o segundo lugar da terceira e última etapa do circuito Brasil Wild 2006. A prova aconteceu nos dias 16 e 17 de setembro, na região de Apiaí, Ribeira, Itaóca, Iporanga e Petar, no interior do estado de São Paulo. A equipe, tradicionalmente formada por mulheres, correu com três homens.

Nos 117 km de prova, a navegadora Eleonora Audrá, a Nora, capitaneou Samuel Ferraz, Hadi Akkouh e o francês Laurent Garnier. “Eu nunca competi com tantos atletas do sexo masculino”, afirma Nora. “Tanto que pensei em inscrever a equipe com o nome de Meninos da Atenah”, brinca.

O time, que enfrentou chuva durante todo o trajeto, completou a disputa em 19 horas e 47 minutos e, com o segundo lugar, conquistou 87 pontos e terminou a campeonato na décima posição.

A competição reuniu 25 equipes e foi composta pelas modalidades trekking, orientação, mountain bike, canoagem, rapel, caving e um special test que reuniu plantio de mudas de árvores e travessia em uma mina desativada. Ao todo, foram 18 postos de controle (PCs) e 9 áreas de transição (ATs).

Desde o começo da prova, a Atenah se manteve entre os primeiros colocados. No PC 3/AT 1 (Praça Central do município de Ribeira), a equipe chegou dois minutos atrás da Mitsubishi Francis Hydratta QuasarLontra, vencedora da etapa e campeã do circuito Brasil Wild 2006.

Para Nora, a falta de conhecimento do ritmo dos integrantes na canoagem tirou a chance da Atenah brigar pela primeira colocação. “Nunca tínhamos remando juntos e encontrar o equilíbrio entre as duplas foi muito difícil. Quando achamos o ponto, um dos nossos ducks estava furado e não conseguimos remar fazendo muita força”, explica. “Além disso, uma das embarcações virou e quase perdemos dois remos. Neste momento, vimos que seria difícil lutar pelos dois primeiros lugares”, lembra.

No entanto a virada da Atenah se deu quando a SOS Mata Atlântica cometeu um erro de navegação no trekking. “A única parte da orientação que errei foi no começo da prova, quando todos estavam na adrenalina, lutando pela liderança. Mas no trekking fiz uma navegação impecável”, diz.

A atleta acredita que a orientação na modalidade definiu as posições da prova. “A orientação no trekking foi a mais difícil e acho que fez a diferença. Creio que conquistamos o segundo lugar lá”, declara. Dos 117 km de competição, o trekking ocupou 35 km do trajeto.

E as meninas?

Segundo Nora, a capitã “atenah” Silvia Guimarães, a Shubi, não participou da prova porque estava se recuperando do Mundial da Suécia e a atleta Marcella Toldi, estava lesionada.

Mesmo com a ausência das companheiras, a navegadora avalia a experiência como boa. “Como eu queria correr fazendo força, fui atrás de três homens e o resultado foi diferente e bem legal”, conclui.

Para saber mais sobre a Atenah, acesse www.atenah.com.br.



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