
Prova de Trekking no Circuito Brasil Wild
Foto: Brasil Wild

Prova de Canoagem BW no Circuito Brasil Wild
Foto: Brasil Wild

Largada do Circuito Brasil Wild
Foto: Brasil Wild

Brasil Wild
Foto: David Santos
Neste ano, o circuito Brasil Wild 2006 percorreu 493,32 km em três etapas, recebeu 476 atletas e terminou no último domingo (17), na região de Apiaí, Ribeira, Itaóca, Iporanga e Petar, no interior do Estado de São Paulo.
Em entrevista exclusiva ao 360 graus, o diretor de prova Julio Pieroni fez o balanço do campeonato, comentou a boa performance das equipes novas, falou sobre a espinhosa questão do calendário paulista e entregou os planos do circuito para 2007. “A princípio, queremos manter esse formato de três etapas. Já começamos a estudar datas e queremos fazer uma prova no Rio de Janeiro, uma em Minas Gerais e uma no Paraná”, adianta o organizador.
A disputa final de 2006 contou com as modalidades trekking, orientação, mountain bike, canoagem, rapel, caving e um special test composto por plantio de mudas de árvores e travessia em uma mina desativada. A etapa Petar reuniu 25 quartetos e teve 18 postos de controle e 9 áreas de transição (ATs).
A competição de 117 km foi castiga por chuva e barro e o esperado duelo entre as equipes paulistanas Mitsubishi Francis Hydratta QuasarLontra e SOS Mata Atlântica se encerrou com a vitória da primeira que levou o título de campeã do circuito para casa. Mas, a partir de agora chega de lero-lero e vamos direto à entrevista com o diretor de prova.
360 graus - Qual é o balanço que a organização faz do Brasil Wild 2006?
Julio Pieroni - Durante o circuito, conseguimos seguir um dos nossos lemas que é explorar o Brasil através das corridas de aventura. Percorremos quase 500 km e levamos os atletas para três locais fantásticos (A primeira etapa aconteceu em Monte Verde, Minas Gerais, e a segunda, na Serra da Canastra, também no estado minero). Fizemos isso de forma segura e com um nível técnico alto.
Além disso, reunimos as melhores equipes do Brasil e, com isso, o Brasil Wild se consolida como um campeonato nacional onde os melhores times correm.
360 graus - A equipe QuasarLontra conquistou o primeiro lugar do campeonato, mas o circuito trouxe duas revelações: a SOS Mata Atlântica e a Audax. Como você avalia isso?
Pieroni - É muito importante surgirem equipes novas, faz parte da renovação do esporte. Na verdade, esses dois times não são compostos por atletas novatos, eles já foram componentes de outras equipes e se reuniram agora.
Para mim, uma das tarefas mais difíceis nas corridas de aventura é conseguir formar uma equipe de fato. Ou seja, um time que trabalha junto, tenha um objetivo em comum e seja composto por mais de quarto integrantes.
É muito complicado manter quatro atletas correndo juntos o ano inteiro pois um pode se machucar e, sem contar que, às vezes, os corredores podem estar em fases diferentes de treinamento.
Ao meu ver, esses dois quartetos fizeram um bom trabalho em grupo e acabaram colhendo resultados positivos já que a SOS Mata Atlântica se tornou vice-campeã do circuito e a Audax ficou com o terceiro lugar do campeonato.
360 graus - Por conta da alteração da data dessa etapa, o Brasil Wild se viu envolvido na polêmica questão do calendário de provas. Como a organização administrou a controvérsia?
Pieroni - Para mim, a questão do calendário paulista ainda é complicada. Até agora não temos um órgão que realmente organize e concilie as datas de todos os organizadores. É um assunto difícil e, para 2007, a Associação Paulista de Corridas de Aventura (APCA) tentará assumir essa responsabilidade.
Particularmente, nessa competição, uma prova (Gaia Adventure Solo Races) solicitou a mudança da nossa data, isto é, de 2 a 3 para 16 a 17 de setembro, pois a corrida estava encaixada no calendário da cidade de Ilhabela (SP). Aceitamos porque não queremos brigar por causa de datas e, ao meu ver, esse tipo de concorrência é burra e ruim para o esporte e para os atletas.
Antes de fecharmos a nova data, consultamos o calendário do Chauás, que não constava uma corrida, mas sim uma remada, e até ligamos para eles. A verdade é que nós também tínhamos de fazer a nossa prova e ninguém nunca foi flexível conosco. Marcamos a data, tentamos negociar, mas não funcionou e isso acabou sendo prejudicial para nós também. No entanto, já existe uma evolução nesse sentido e acho que, no ano que vem, o esporte estará melhor no estado de São Paulo.
Para mim, a concorrência em nosso meio não tem de ser por aí. Precisa ser pela busca de qualidade. Concorrência tem mesmo, isso é um business, mas a briga não pode acontecer no calendário.
360 graus - O Super Short deu certo? Ele volta em 2007?
Pieroni - O Super Short é para um público diferente do Brasil Wild.
Testamos e vimos que se quisermos entrar no mercado das corridas curtas, não podemos fazê-las junto com uma etapa do Brasil Wild.
Comercialmente é inviável, o público do Short é mais festivo, todos os atletas completam as disputas. Nas etapas do Brasil Wild, se metade dos quartetos termina, está bom pois esse é o conceito, é uma prova feita para testar equipes boas. Então, é provável que o Short não volte porque queremos manter o nosso foco em corridas de 24 horas. Se voltar, será num conceito diferente.
360 graus - E o Brasil Wild para 2007?
Pieroni - A princípio, queremos manter esse formato de três etapas. Já começamos a estudar datas e queremos fazer uma prova no Rio de Janeiro, uma em Minas Gerais e uma no Paraná. Com isso, expandiremos o Brasil Wild.
Cremos que as equipes de São Paulo têm mobilidade para ir a esses três lugares. Além disso, queremos aumentar a premiação e, para melhorar a vinda dos atletas, tentar fazer inscrições com hospedagem inclusa.
Nossa meta é nos tornamos uma referência nacional, ser um circuito onde o encontro das equipes brasileiras aconteça. Já temos uma política de desconto na inscrição e gostaríamos muito de trazer times do Nordeste. Há boas equipes por lá, mas elas não conseguem vir por questões financeiras.
» OUTROS
» ECOTURISMO
» TREKKING
» HIDRATAÇÃO
» HIDRATAÇÃO
» 24/10 Com que calçado eu vou?
» 15/10 Conheça as modalidades exigidas em corridas de aventura
» 25/09 Saiba tudo sobre as corridas de aventura
» 03/08 Alimentação e hidratação nos esportes de aventura
» 23/07 Saiba o que vestir na hora de praticar esportes de aventura
» 13/04 Corrida de Aventura: saiba e entenda o quanto o esporte cresce
» 27/09 Diretor de prova Julio Pieroni avalia Circuito Brasil Wild 2006
» 25/09 Nora Audrá analisa a participação da sua equipe na final do Brasil Wild 2006
» 22/09 Equipamentos de Corrida de Aventura
» 23/08 Saiba tudo sobre o espírito das Corridas de Aventura
» 24/07 Corridas de aventura: a busca de emoção, superando os limites
» 24/06 Relato sobre as emoções e dificuldades em uma prova de Corrida de Aventura
Mais >>





