Triatleta, amante da natureza, procurador do Tribunal de Contas, capitão da melhor equipe de corrida de aventura do Brasil. E a mais registrada da maior aventura brasileira esportiva no país - EMA 2001 Amazônia – a Discovery Lontra Radical Caloi, equipe escolhida pelos canais Discovery Travel Adventure e Discovery Health para fazer parte dos programas do AR Series World, o circuito mundial de corridas de aventura a qual a EMA faz parte.
Esse é Victor Lopes Teixeira 43 anos, quatro de corrida de aventura e que por duas vezes liderou a melhor equipe de corrida de aventura na EMA. No ano passado, a equipe era formada por três competidores e não quatro, como neste ano. Victão fez a equipe com o navegador Luís Antônio Barbosa e Sabrina Majella, e, juntos, ficaram em segundo lugar, depois da equipe americana Epinephrine venceu a prova.
Agora, sua equipe é a segunda colocada na EMA Amazônia, com uma diferença em relação ao primeiro colocado semelhante ao ano passado, de sete horas. Mas a história não se repetiu, porque na EMA 2000, que aconteceu no litoral sul do Rio de Janeiro e norte de São Paulo, além de serras da região, a equipe brasileira nunca chegou a encostar na equipe americana. Este ano, a Lontra Radical liderou a prova em alguns momentos e foi ultrapassada pela finlandesa devido a estratégias de equipe.
A história da Lontra Radical se mistura com o capitão Victor e com o nascimento da EMA, Expedição Mata Atlântica, organizada por Alexandre Freitas. A idéia do nome veio do animal em extinção, ameaçado pelo homem. Ecológico, Victor queria um nome forte que lembrasse um animal que pedia pela sobrevivência. Assim como a EMA, que nasceu da vontade de Alexandre de trazer o esporte para o Brasil e tentar uma maneira de preservar o pouco de mata Atlântica que ainda resta. Victor mora perto da natureza também, na Aldeia da Serra (Itapevi), região da Grande São Paulo.
Victão foi motivado pelo esporte que viu na TV a Eco-Challenge, mais importante corrida de aventura do mundo. A primeira edição da EMA, em 98, ele participou com Sabrina e o navegador Admir Filho. Na segunda prova, na região do Petar, no vale do Ribeira, sul do Estado de São Paulo. A equipe, formada por ele, o e Karina Bacha ficou em segundo lugar na prova. No ano seguinte, o esporte ganhou provas no meio do ano, e não somente a grande EMA. Victor fez a Elf Authentique Aventure, de 800 quilômetros, mas teve de desistir por problemas de manutenção de equipamentos.
Em meados de 2000, fechou uma equipe “redonda” de corridas de aventura, a Lontra Radical com os patrocínios os mais variados possíveis. Caloi, Timberland, Adventure Gears, Pró Canyoning foram algumas das marcas que os apoiaram. Nesta edição da EMA, a equipe correu com o patrocínio da Discovery, emissora que produz os episódios da AR Series World, o circuito mundial de corridas de aventura, a qual a tradicional Southern Traverse faz parte. A Caloi, empresa brasileira de bicicletas, fiel à equipe, também a patrocina.
Vencer não é diversão
Durante o ano, a “diversão” de Victor é ganhar as provas do Circuito Brasileiro de Corridas de Aventura, patrocinado pela Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura, a mesma que organiza a EMA. No ano passado, ganhou as provas Raid Brotas Extreme, Juquiá 2000 e ficou em segundo na EMA. Mas, para vencer como equipe brasileira a EMA 2001, em que largaram 48 equipes de 14 países, o caminho foi longo.
Este ano, a equipe esteve teve de acrescentar mais um competidor para fazer as provas com quatro integrantes, uma dificuldade para muitas equipes. E, para piorar, a Lontra Radical não conseguiu uma mulher forte que os acompanhasse nas etapas. Correu com uma integrante da Atenah (a equipe só de mulheres), tentou fechar a equipe com a triatleta Rose Hoppner, mas ela se acidentou. Chamou outras triatletas. Ganhou três provas: Santa Rita, Litoral 2001, Rota do Sol e ficou em segundo lugar nas etapas Carlos Botelho e Campos do Jordão.
Mas foi há pouco mais de dois meses que fechou uma equipe para lá de ponta: a Discovery Lontra Radical Caloi, que somou a equipe de Victor e Luís Antônio o tenente Rafael Campos e a personal trainner Marina Verdini, da ex-equipe Reebok, à Lontra. As duas melhores duplas de corridas de aventura estão juntas e, portanto, não disputam mais títulos entre elas.
“O Rafa e a Marina só acrescentaram à equipe”, disse Victor antes da prova. Rafael, de 24 anos, apesar de jovem, é um dos melhores navegadores de corrida de aventura. Marina, 26, é hoje a melhor atleta mulher das corridas. Com o crescimento da equipe, a Lontra Radical ganha também os atletas Fabrizio Giovaninni, Fábio Luchesi e Cristina Carvalho.
A EMA 2001 Amazônia é uma realização da Sociedade Brasileira de Corridas de Aventura, com o patrocínio de Governo do Estado do Pará e Guaraná Antártica. O apoio Globalstar do Brasil, Síntese Asset Management, Canoar Rafting e Expedições, Ministério da Aeronáutica (Departamento de Proteção ao Vôo), Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Secretaria de Saúde, Prodepa, Capitania dos Portos. A cobertura on-line da EMA Amazônia feita pelo 360 Graus contou com o apoio da Globalstar - comunicação via satélite. - www.globalstar.com.br
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