09/03/2002 - A luz do dia se anunciou, e os contornos da Geórgia do Sul surgiram. A princípio a ilha estava tenebrosamente envolta por nuvens e com uma misteriosa névoa. O mar, como não poderia deixar de ser, estava revolto com formações de ondas que corriam a nosso favor.
Nossa recepção foi feita pelos Albatrozes que surfavam nas correntes de vento formadas pelas ondas, dando um ''show'' de controle e tranqüilidade, parecendo levitar. Algumas focas, curiosas se aproximavam de nós e mergulhavam assustadas em seguida.
O sol raiou e com ele sua alaranjada luz, descobrindo os contornos da grande Geórgia, retirando como um véu as nuvens das encostas. Aos poucos foi revelando-se um magnífico visual composto de céu, sol e mar, pássaros voando, focas a brincar e em cima das montanhas, o branco do gelo polar.
As características das rochas mudaram em relação ao continente antártico. Agora existe uma vegetação próxima da linha d'água. Logo acima, pedras de origem vulcânica, e no topo, neve. Há diversas cachoeiras que deságuam no mar. Após 5 dias de travessia desde o continente antártico sem sol nem lua, a nossa chegada a Geórgia do Sul foi um presente com vento a favor, céu azul, sol e a temperatura em ascensão.
Às 15hs ancoramos o Paratii2 na baia de Grytviken.
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