Erika Gramiscelli e seu novo desafio: Mundial de Mountain Bike

Tema:Biking
Autor: Redação 360 Graus
Data: 12/8/2006

Uma jovem atleta, mas com grande experiência. Assim podemos definir Érika Gramiscelli, que, aos 22 anos, acumula vitórias. A biker viaja nesta segunda-feira (14) para Rotorua, uma das regiões mais procuradas pelos turistas que pretendem visitar a Nova Zelândia. A meta é encarar o Campeonato Mundial de Mountain Bike e enfrentar grandes atletas internacionais da modalidade. O evento acontece dia 27 de agosto e acumula pontos para o ranking da UCI – União Ciclística Internacional.

Nesta entrevista, Érika fala de suas expectativas para a prova e sobre o desejo de disputar os Jogos Pan-Americanos de 2007, que acontecem no Rio de Janeiro.

Qual a importância de participar dessa prova?
Érika: Essa é uma competição que conta muitos pontos para o ranking da UCI (União Ciclística Internacional). Vou para lá atrás desses pontos e com isso melhorar a minha classificação no ranking geral. Dessa maneira, me aproximo de uma vaga para o Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro.

Todo o seu foco está voltado para o Pan?
Érika: Sim, já que se trata de um g! rande evento que será aqui no Brasil. Somos o país sede e deve! mos ter mais vagas. De qualquer maneira, como ainda não temos a definição de qual é o esquema de classificação, vamos correr atrás e melhorar a posição geral do Brasil no ranking da UCI.

Como foi a convocação para esse evento?
Érika: A CBC, Confederação Brasileira de Ciclismo, usou como base o ranking da UCI para decidir quem iria para a prova. Eu e a Jaqueline Mourão somos as mulheres da delegação até o momento. Sei que ainda restam vagas e pode ser que mais alguém seja convocada.

Você tem 22 anos e faz aniversário sete dias antes da prova, não é mesmo?
Érika: Exatamente. Faço 23 anos dia 20 de agosto e espero comemorar lá na Nova Zelândia. A prova é no dia 27. Por esse motivo entro para a categoria Elite. Se eu fizesse aniversário dia 28 de agosto, por exemplo, eu competiria com as atletas no Sub2! 3. Esta é a primeira vez que eu vou competir com as grandes líderes do ranking mundial. No Brasil, eu estou acostumada a correr dentro da Elite.

Você conhece a Nova Zelândia?
Érika: Não, essa é a primeira vez que viajo para lá. Já participei do Mundial em 2001, no Colorado, EUA, quando competi na categoria Júnior, mas para a Nova Zelândia, lá do outro lado do mundo, nunca fui.

E por que viajar com tanto tempo de antecedência para a prova?
Érika: A viagem longa, as mudanças de clima e o fuso-horário mexem com o nosso organismo. O corpo sente muita diferença e a fase de adaptação é demorada. Vou viajar duas semanas antes da prova. Usarei a primeira semana para me adaptar ao novo horário e ao clima da cidade. Depois, com o meu corpo já adaptado, treinarei forte para a disputa.

E como estão programados os seus treinos em Rotorua, na Nova Zelândia?
Érika: Ficaremos hospedados em Rotorua mesmo, o mais próximo possível do local do evento. Em nada mudarei meu esquema de treinos. A mesma coisa que faço por aqui, farei por lá. Vou treinar forte em busca de uma boa colocação.

Você conhece as principais atletas que estarão na prova?
Érika: Serão no mínimo 200 competidoras. Pessoalmente, não conheço nenhuma delas, mas como eu já tenho uma boa bagagem em competições internacionais, sei qual é o nível das meninas.

E qual será a maior dificuldade?
Érika: Com certeza o nível técnico das adversárias, que é muito alto.

Quando você retorna ao Brasil?
Érika: No dia 29 de agosto.

E qual será o seu procedimento assim que pisar no seu país novamente?
Érika: Nem vou descansar. O tempo que tive para me adaptar lá, não terei aqui. Chego e começo a me preparar para uma prova maratona (com mais de 60 km de percurso) que acontece no dia 3 de setembro. Essa prova, o Inox Biker, conta pontos para o ranking da CBC. Como perderei provas aqui no Brasil durante os dois finais de semana que estarei fora, vou me esforçar para estar bem no meu retorno.



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