As canoas polinésias ou va’a (nome tradicional na polinésia) foram responsáveis pela colonização das ilhas da Polinésia e Micronésia. O va’a atual descende diretamente das antigas canoas de pesca havaianas e taitianas. Nos últimos 50 anos, o va’a conquistou o status de esporte nacional no Havaí e na Polinésia Francesa.
Estima-se que o esporte é praticado hoje por até 25.000 pessoas na Polinésia francesa, onde é tão popular quanto o futebol no Brasil, 10.000 pessoas no Havaí, 5.000 na Austrália e números significativos e em forte crescimento em mais de 30 outros países.
O esporte foi amplamente difundido na Austrália e Nova Zelândia nos últimos 20 anos, e encontra-se em franca expansão fora do triangulo polinésio, com destaque para a França e em mais de 8 paises europeus, Africa do Sul, Hong Kong, Japão, Canadá e Estados Unidos continental.
Na América Latina, o va'a é atualmente praticado no Brasil, na Argentina, na Costa Rica, no México e no Chile (Ilha da Pascua) e a Federação Internacional de Va'a decidiu organizar no Rio de Janeiro, em 2007, ano dos Jogos Panamericanos a realização da primeira Copa do Mundo de longa distancia, como passo para consolidar a proposta de se tornar modalidade olímpica.
As canoas de seis remadores medem quase 14 metros de comprimento, com 50 cm de largura, pesam entre 150 e 200 quilos e comportam um estabilizador lateral ou “’ama” fixado por duas traves de madeira (i’akos em havaiano ou iato em taitiano).
Nesse esporte, o respeito às tradições da polinésia é fundamental destacando o trabalho em equipe. Numa equipe experiente, sincronismo entre os remadores, a técnica de remada e a potência permite que a canoa deslize na água podendo atingir até 21 km por hora numa onda.
A canoagem havaiana se diferencia do remo e do caiaque por não exigir qualquer treino específico para que se possa iniciar a sua prática. O trabalho de equipe promove a integração e sincronia entre seus praticantes, pois cada indivíduo tem uma função distinta e cada posição na embarcação tem um papel de responsabilidade.
Em setembro de 1994, o brasileiro Ronald Williams, de férias no Brasil após competir na Califórnia, iniciou seus primeiros contatos no intuito de trazer a canoagem polinésia para o Brasil. Contudo, somente em 1999, já morando no Brasil, conseguiu adquirir e trazer com seus próprios recursos a primeira canoa para o país. Em 1999 ele fundou a Associação Brasileira de Va’a e em setembro de 2000, quase um ano após a sua compra, a canoa batizada Lanakila chegou da Califórnia. Lanakila foi utilizada para iniciar a produção de canoas na América do Sul, sendo ela a "mae" de todas as canoas brasileiras.
O Rio Va'a Clube fundado no ano de 1999 é o clube pioneiro na América do Sul. O Clube foi o primeiro clube a competir no exterior, representado o Brasil nas principais provas internacionais da modalidade: França em 2002, Hawaii em 2002, 2003 e 2004 e agora Taiti (outubro de 2005) com a inédita participação na prova Hawaiki Nui Va'a, nas Ilhas ao Vento.
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