História
A canoa havaiana, também conhecida como canoa polinésia ou outrigger, surgiu há mais de 3 mil anos na Polinésia e foi responsável pela colonização das ilhas do Pacífico, utilizada como meio de transporte. Hoje, é esporte, em competições de velocidade e resistência, e o fundamental é o sincronismo, as remadas compassadas para que a embarcação tenha um bom desempenho. A maior prova feita até hoje teve cerca de 80 km na Volta à Ilha de Santo Amaro, na Baixada Santista, em março do ano passado, justamente a estréia de Carmen.
No Havaí, palco máximo da modalidade, também é usada para pegar ondas. A embarcação, que leva seis pessoas (formato tradicional), tem 14 metros de comprimento, apenas 50 centímetros de largura e pesam 180 quilos. Para dar equilíbrio ela tem como diferencial um estabilizador lateral, “uma espécie de banana”, chamado de ama, fixado por dois suportes, os yakos.
Atualmente, a canoa havaiana conta com cerca de 600 praticantes no Brasil, divididos em 11 núcleos de treinamento, como Santos, Rio de Janeiro, Bertioga (os três mais tradicionais), São Sebastião, Ilhabela, Florianópolis e até mesmo em Brasília, no Lago Paranoá. São cerca de 50 canoas construídas até hoje. O primeiro equipamento chegou avariado e desmontado, em setembro de 2000. A primeira competição foi realizada no início de 2001.
Novidade
Para este ano a novidade é a canoa para uma pessoa, desenvolvida pelos havaianos para que possam treinar e melhorar a remada, sem ter de depender de uma equipe. “Meu objetivo é evoluir cada vez mais, ser novamente campeã com o meu time e também começar a competir individualmente. Acho que posso ir bem e na canoa para um remador é que os bons remadores se sobressaem”, completa Carmen.
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