
Forte da época da segunda guerra mundial
Foto:Eduardo Cruz

Igreja Nossa Senhora dos Remédios
Foto:Eduardo Cruz

Palácio São Miguel
Foto:Eduardo Cruz
A história de Noronha pode ser dividida entre o antes e o depois que a ilha foi vista como um potencial turístico.
Oficialmente, o arquipélago foi descoberto em 1503 por Américo Vespúcio, na expedição de Gonçalo Coelho que seguia indicações de um mapa que descrevia uma ilha chamada "Ilha da Quaresma". No ano seguinte, o rei D. Manuel doou a ilha a Fernão de Loronha, que financiara a expedição. A ilha foi a primeira capitania hereditária do Brasil.
Noronha nunca ligou para seu território. A ilha ficou abandonada até que em 1534 foi invadida por inglêses e de 1556 até 1612 por franceses. Os holandeses a tomaram entre 1628 à 1630, quando foram expulsos por uma expedição a mando do então governador da capitania de Pernambuco. Novamente, em 1635, os holandeses ocupam a ilha, e batizando-a de Pavônia. Em 1736 foi a vez dos franceses a invadirem. Deram o nome de Isle Dauphine.
Em 1737 novamente voltou a ser dos portugueses, graças a Pernambuco que a tomou de volta. Em poucos anos, foram erguidos um forte e uma igreja, batizados com o nome de Nossa Senhora dos Remédios, dando origem a uma pequena vila.
Entre 1938 a 1942, durante o Estado Novo. Políticos como Miguel Arraes e jornalista como Hélio Fernandes foram presos em Fernando de Noronha. Em 1942 os presos foram transferidos para o presídio de Ilha Grande, no estado do Rio de Janeiro.
Curiosamente, devido ao presídio, a vegetação original da ilha foi derrubada, numa tentativa de impedir que os fugitivos do presídio utilizassem a madeira das árvores na construção de jangadas.
Na segunda guerra, entre 1942 e 1945 foi base militar do exército americano. E entre 1957 a 1962 serviu como base de rastreamento de satélites operada pela NASA, a agência espacial americana.
No dia 7 de dezembro de 1972, 42 pessoas desembarcaram de um avião do Exército em Fernando de Noronha, dando origem ao turismo na ilha.
Até 1988 foi território federal, governado por militares. Neste ano, a Constituinte a anexou a Pernambuco, mas José Sarney, na época presidente, cria o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e demarca uma área de 112 km2 entre terra e mar, que hoje é gerenciada pelo IBAMA.
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