
Início da trilha para o mirante do Cânion Guartelá
Foto: Família Muller

Trilha arenosa do Parque Estadual do Guartelá
Foto: Família Muller

Mirante do Cânion Guartelá
Foto: Família Muller

Cânion Guartelá e rio
Foto: Família Muller

Cachoeira e Ponte de Pedra
Foto: Família Muller

Ponte de Pedra
Foto: Família Muller

Exemplo da formação dos Panelões
Foto: Família Muller

Banho no Panelão do Sumidouro
Foto: Família Muller

Cânyon Guartelá
Foto: Roberto Fernandes
Partindo de Curitiba, o Parque Estadual do Guartelá está localizado a 215 km. O horário de funcionamento é de quarta a domingo e feriados nacionais das 8h00 as 18h00. O acesso é gratuito e o parque tem visitação limitada, para grupos acima de 15 pessoas é necessário agendar sua visita pelo fone: 0800-643-1388.
Logo na entrada fica o Centro de Visitantes, com toaletes, uma sala de recepção e outra de exibição, onde assistimos ao filme institucional sobre a formação do Cânion e a criação do Parque. Também conta com uma camionete que leva pessoas idosas e crianças por boa parte da trilha, o que facilita muito a visita em família.
Assistindo ao filme, aprendemos sobre a formação do cânion, que se deu basicamente porque ações geológicas do planeta como a erosão vertical, são superiores à horizontal formando uma espécie de vale profundo, escavado por rios e cercados por paredes verticais.
O Parque foi criado com o objetivo preservar o Cânion do Rio Iapó, que como sua maior parte está localizada no bairro Guartelá em Tibagi, acabou por receber o nome de Cânion Guartelá. Este nome veio de uma situação onde um fazendeiro resolveu avisar o vizinho, mandando um recado para outro através de um escravo: "Guarda-te lá que aqui bem fico", o recado chegou como Guartelá aqui Benfica, dando origem ao Guartelá e a Fazenda Benfica, localizada à margem esquerda do rio Tibagi.
Existem duas opções de trekking pelo parque: uma trilha que leva ao mirante, e outra que visita as inscrições rupestres. Esta última precisa ser agendada com antecedência no Centro de Visitantes, pois é uma trilha longa, com algumas restrições.
Como nosso objetivo era conhecer o Cânion Guartelá, partimos para a primeira opção, um trekking fácil, com boa parte plana, apenas na volta é preciso encarar uma subida até a portaria.
A região é formada por um ecossistema extremamente rico. A vegetação é de campos secos e matas de galerias, onde se encontram samambaias e xaxins típicos da Mata Atlântica, cactos só encontrados na caatinga, imbuia e cambuí, que formam a vegetação de banhados. Há ainda uma grande quantidade de araucárias, copaíbas, ipês-amarelos, erva-mate, bromélias, orquídeas, palmeiras, barbas-de-bode, entre outras tantas espécies.
Na fauna há tamanduás-mirins, bugios, tatus, capivaras, lobos-guarás e aves como pica-paus-do-campo, curucaca, falcão, codornas, perdizes e jacus, além de abrigar uma das aranhas mais perigosas do mundo, a "Armadeira".
Parte do caminho foi “capeado” com um tablado de madeira, demarcando a trilha, preservando a vegetação rupestre, as formações areníticas e os campos nativos.
Ao final, chegamos num imenso mirante de madeira de onde se avista parte do Cânion Guartelá, que com seus quase 40 km de extensão, abertura máxima de um quilômetro e as escarpas têm entre 100 e 130 metros de abertura, é considerado o 6º maior do mundo em extensão.
Sua formação geológica remonta à Era Paleozóica há mais de 400 milhões de anos, fazendo do Parque um patrimônio arqueológico.
Seguindo além, chegamos à impressionante Cachoeira da Ponte de Pedra. Com cerca de 200 metros de altura é cortada bem no meio da queda por uma ponte natural esculpida pela natureza.
Por motivo de preservação e segurança, hoje não é mais possível andar sobre a Ponte de Pedra, pois sua formação arenítica, corre risco de desabamento.
Neste cenário deslumbrante formado pela Ponte de Pedra e o cânion do Guartelá, aproveite para desfrutar da vista e fazer um lanche.
Na volta, paramos na parte superior do rio que atravessa o Parque, onde no meio das corredeiras formaram-se duas aberturas causadas por simples “pedrinhas”, que com movimentos circulares e o passar de longos anos, foram cavando um buraco no solo, transformando-se nos Panelões do Sumidouro, mais uma maravilha natural do Guartelá.
Entrar nos tais “Panelões” para sentir a hidromassagem que proporcionam, é irresistível! São verdadeiros “spas” da natureza!
Desvendar os mistérios e segredos do Parque Estadual do Guartelá, com suas belas paisagens e o maior Cânion do Brasil, é uma oportunidade de ecoturismo imperdível!
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