
Trekking no Parque Estadual do Jaraguá
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Montanhismo no Parque Estadual do Jaraguá
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Aventura no Parque Estadual do Jaraguá
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O canto refrescante das águas límpidas correndo por entre as pedras do caminho, em meio à mata pluvial, inspirou aos nativos dessa terra seu batismo indígena: Jaraguá, em tupi, significa águas que murmuram. Ponto mais elevado no entorno da área metropolitana de São Paulo, com 1.127 metros de altitude, o pico que leva o nome do murmúrio das águas é um marco na história dos bandeirantes e do montanhismo paulista. Foi por lá que os fundadores do Clube Alpino Paulista (CAP) fizeram suas primeiras excursões.
Hoje, o Parque Estadual do Jaraguá, há apenas 16 quilômetros do centro da capital, preserva, no sopé da montanha, uma valiosa amostra de mata atlântica secundária, com 5 milhões de m2. Nessa área protegida encontra-se uma grande diversidade biológica, com muitos animais e árvores frondosas e centenárias, com jatobás e jequitibás.
Foi na base dessa montanha que o patriarca Brás Cubas iniciou, em 1561, uma das primeiras lavras de ouro do país. Três décadas depois, Afonso Sardinha, capitão da Vila de Piratininga, ergue ali uma fortaleza que logo se tornou ponto de partida para as famosas bandeiras. Agora, novas tribos podem desfrutar desse cenário, praticando escalada nas paredes e chaminés de pedra, pedalando a bike pelas encostas ou fazendo trekking pelas várias trilhas da reserva ecológica. O tempo dos bandeirantes ficou para trás, mas no local ainda podemos ver algumas ruínas de um muro de taipa da velha edificação, além de um tanque para lavar ouro. A antiga fortaleza, toda reformada, também permanece ali, tombada como monumento histórico.
Mas o melhor de tudo mesmo é desfrutar do oxigênio puro e do aroma saboroso do pedacinho de floresta viva que restou na periferia da cidade grande. A área preservada era bem maior e chegava a emendar com o parque da Cantareira, ao norte. A ocupação humana desenfreada foi colocando concreto no lugar do verde. Mesmo assim, beija-flores, tucanos e outras aves ainda permanecem por ali. O mato fechado também abriga macacos, veados, quatis e outros bichos menores. Vale a pena dar uma chegadinha até esse parque urbano e refletir sobre a importância da integração entre o homem e a natureza.
Antônio Paulo Pavone é jornalista e ecologista e tem visitado os principais points de ecoturismo e esportes radicais de São Paulo na série de reportagens São Paulo Aventura a bordo de uma picape Toyota Hilux Turbo SRV.
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