O 14bis decola de novo, 100 anos depois!

Autora: Margi Moss
Data: 23/10/2006

Brasília. Céu nublado. Grossas nuvens escuras se agrupam por todos os lados. Uma estranha forma quadrada, bela e branca, se alinha na grama em frente a uma pista improvisada. A multidão começa a procurar o melhor lugar para ver - talvez - esse estranho bicho levantar vôo. Muitos não acreditam que seja possível...

O vôo do 14bis está programado para 16h45, antes do show da Esquadrilha da Fumaça, mas há preocupação que o tempo possa piorar. É questão de "agora ou nunca".

Alan Calassa sobe na estreita cesta que é o lugar do piloto, idêntica à usada por Santos-Dumont, e encara a "pista", cortado por caminhos de asfalto, que desce suavemente em direção ao Congresso Nacional. Surpreende a todos ao dar uma pequena voltinha para esquentar o motor e, sem que tivessem tempo para apontar as câmaras, ele vai deslizando pela grama e logo decolando. A platéia, incrédula, começa a aplaudir.

E lá vai ele, sumindo rumo às torres gêmeas no final da Esplanada...vôo de 400 metros! Um ventinho de través interrompe o vôo da frágil réplica e Alan desce ao solo, infelizmente quebrando uma roda. Mas ele está bem, sorridente. A multidão corre para ver, tirar fotos, aplaudir, abraçá-lo. Parece realmente uma cena idêntica às das fotos do vôo original, há exatos 100 anos, em Champs de Bagatelle, Paris.

Alan Calassa não deixa ninguém esquecer esse detalhe: "Obrigado, Santos-Dumont. Um grande brasileiro!" ele grita.

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