
Pangaea
Foto: Divulgação

Mike Horn
Foto: Arquivo pessoal

Beto Pandiani
Foto: Igor Bely

Geleira de Mertz, baía da Comunidade, terra de Adelie - expedição Antarctic de Australasian dezembro 1913
Foto: National Library of Australia/www.nla.gov.au

Vikings navegavam nos aperfeiçoados e belos drakkars - os compridos barcos a vela e a remo esculpidos na madeira
Foto: História em Revista
Viajar ao redor do mundo é, talvez, a maior aventura que alguém pode viver. Por isso, há séculos o homem tem realizado essa façanha, de diversos modos: pela terra, pelo mar e pelo ar. Muitas tentativas foram frustradas, outras terminaram em tragédia, outras ainda conseguiram ser bem-sucedidas e se tornarem um exemplo de superação humana – mas todas entraram para a história como um grande feito.
Ainda hoje, dar a volta ao mundo inspira grandes histórias e fascina muitas pessoas, mostrando-se uma aventura que nunca se torna ultrapassada. Nesta reportagem, vamos relembrar algumas das mais célebres voltas ao mundo e viajar através de suas fantásticas histórias.
Volta ao mundo em um navio
A primeira volta ao mundo foi realizada por mar, em uma tentativa de encontrar caminhos alternativos da Europa até a Indonésia, grande fornecedor de especiarias e outras mercadorias para o continente europeu.
A viagem foi iniciada pelo navegador português Fernão de Magalhães, em 1519, e concluída pelo navegador espanhol Juan Sebastián Elcano, em 1522. Magalhães propôs ao rei português a realização de uma expedição audaciosa em busca de um canal que possibilitasse atingir as Molucas (atual Indonésia) pelo Ocidente.
Porém, o rei Português não atendeu à solicitação do navegador português, o que levou Magalhães a procurar, então, o rei espanhol, Carlos I, em 1517. O rei espanhol aceitou os argumentos do navegador português, fornecendo-lhe 270 marinheiros e cinco navios: Trinidad, Concepción, Santiago, San Antonio e Victoria. Dois anos depois, Magalhães concluiu os preparativos para a viagem e iniciou a expedição.
Fernão de Magalhães partiu de Sevilha, na Espanha, em 1519. Sua armada fez escalas nas Ilhas Canárias, alcançando depois a costa da América do Sul, chegando em dezembro ao local que hoje é o Rio de Janeiro.
Prosseguindo para o sul, os navios atingiram Puerto San Julian, na extremidade da atual costa argentina. O capitão Magalhães decidiu, então, parar no local antes de decidir qual o próximo destino da expedição. Esta “paradinha” demorou cinco meses, o que levou a tripulação a iniciar um motim – que foi contido com muita esperteza do navegador português.
Magalhães enviou, então, o navio Santiago para uma curta viagem de reconhecimento, na qual naufragou, tendo seus tripulantes sido resgatados pelas outras embarcações da frota. Após esse acontecimento, o navegador decidiu prosseguir viagem, encontrando o estreito que hoje leva o seu nome.
Durante a travessia, a frota perdeu outra embarcação. A tripulação do navio San Antonio decidiu voltar para a Europa sem avisar o capitão Magalhães (e, ao chegarem à Europa, espalharam ofensas contra o navegador).
Os três navios que restaram da frota inicial concluíram a travessia do estreito no final do segundo ano da viagem, penetrando nas águas do sul e batizando este oceano de Pacífico – o nome foi escolhido porque o oceano realmente parecia bem “calmo” depois de todas as dificuldades encontradas na travessia do estreito. Foi no Oceano Pacífico que o navegador encontrou as nebulosas que hoje também levam seu nome: as Nebulosas de Magalhães.
Em março de 1521 a frota alcançou a ilha de Ladrões, no atual arquipélago de Guam. Depois, atingiram em abril a ilha de Cebu, nas Filipinas, iniciando com os nativos as trocas comerciais. Neste ponto, a equipe da expedição já estava bem reduzida. Além das duas embarcações perdidas, grande parte da tripulação havia morrido devido à fome, à sede e as doenças (principalmente o escorbuto).
Fernão de Magalhães também encontrou a morte na ilha de Mactan, em um confronto com os nativos. João Lopes Carvalho assumiu o comando da expedição por dois meses, quando foi substituído por Juan Sebastián Elcano, que concluiu a viagem.
Devido ao pequeno número de marinheiros de que agora dispunha, a expedição decidiu continuar com apenas duas embarcações, incendiando o Concepción. Agora com apenas dois navios e comandada por Elcano, a tropa chegou finalmente às Molucas no início de 1522, onde obtiveram seu suprimento de especiarias.
A embarcação Trinidad acabou ficando por lá para reparos. Mais tarde, quando tentou seguir viagem, a tripulação foi forçada a retornar às Molucas, onde foi aprisionada por portugueses que acabavam de chegar.
O Victória retornou para a Europa sozinho, contornando o Oceano Índico pelo sul e dobrando o Cabo da Boa Esperança. O navio fez escala em Cabo Verde, onde alguns homens foram detidos pelos portugueses. Com apenas 17 homens na tripulação, Elcano comandou o Victória até o porto de San Lúcar de Barrameda, chegando a Sevilha em 06 de setembro, três anos após sua partida.
Esta foi a primeira volta ao mundo realizada, saindo da Europa rumo a oeste e voltando pelo leste, e que ajudou a comprovar que a terra era redonda. Mas a importância da viagem e seus méritos só vieram depois: na época, a expedição foi tida como um fracasso, pois as perdas foram grandes e os benefícios financeiros muito baixos (a embarcação trouxe somente um carregamento de cravo-da-índia), sendo que a tripulação não chegou a receber seu pagamento.
Dados da viagem
Primeira volta ao mundo da história
Ano: 1519 - 1522
Responsável: Fernão de Magalhães – Juan Sebastián Elcano
Duração: três anos
Percurso: desconhecido
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