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Karaja - O Filme - Sinopse do Projeto
Tema: Expedições
Autor: Divulgação
Data: 23/3/2006


Marcelo na Serrinha em Coxim - pré-produção do documentário Karaja
Foto: Carla Mendes



Ponte de Ferro da Noroeste - sobre o Rio Salobra na cidade de Miranda - MS
Foto: Marcelo de Paula



Confecção de Cocar - Aldeia Santa Isabel - Karaja - Ilha do Banana(TO)
Foto: Marcelo de Paula



Marcelo na Record de Bauru
Foto: Carla Mendes


No ano de 1991, o então fotógrafo e jornalista Marcelo de Paula, atravessou os Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso na direção do Estado de Tocantins. A convite de revistas estrangeiras especializadas em meio ambiente, fez matéria sobre os diferentes municípios do Pantanal e povos indígenas do território.

Ao longo do percurso, o fotógrafo passou uma temporada de 20 dias com os Índios Terenas, na cidade de Miranda (MS), contatou os Xavantes em Nova Xavantina (MT) e residiu seis meses com os Carajás na aldeia Santa Isabel do Morro, na Reserva Indígena da Ilha do Bananal (TO).

A expedição durou aproximadamente 10 meses. De trem, ônibus, a pé e caminhão, De Paula cruzou o Brasil Central conhecendo a história, costumes e cultura da região. O aprendizado com os Carajás influenciou tanto na vida do fotógrafo, que ele deixou, quatro anos depois, o cargo de assessor de imprensa da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro para documentar, em matérias e filmes, o meio ambiente e civilizações regionais.

Abriu a Código Solar Produções em sociedade com a produtora Carla Mendes para realizar trabalhos em ambientes naturais, definindo sua área de atuação profissional.

A amizade de Marcelo com os Terenas e, principalmente, com os Carajás mantém-se viva até hoje. No ano seguinte da experiência indígena, o fotógrafo foi cicerone dos Carajás no Rio de Janeiro, conduzindo-os à participação na ECO 92. Regressou duas vezes a Miranda e sempre troca correspondência com os índios. Bem como, com alguns personagens que conheceu no Pantanal.

Embora a visão de documentarista de Marcelo de Paula seja o fio condutor da narrativa da história, o projeto não é sobre sua vida. Mas sim sobre a magnitude cultural dos Carajás, o regionalismo do Pantanal e todo esse fascinante universo brasileiro tão pouco difundido no Brasil e no mundo.

O roteiro que o documentarista escolheu para rodar o filme, diz respeito as principais cidades pelas quais passou em sua expedição original. São Municípios que ajudam a entender a região e preparam o telespectador para entrar no universo dos Carajás. É um distanciamento gradual do grande centro urbano do Rio de Janeiro para a qualidade de vida de pantaneiros e índios.

Rio, Bauru (SP), a última cidade do Sudeste e depois Miranda (MS), a primeira do Centro-Oeste. Coxim (MS), Nova Xavantina (MT) e São Félix do Araguaia (MT), a última cidade antes da Reserva Indígena da Ilha do Bananal (TO), e depois Santa Terezinha (MT) para tomadas de imagens da cidade e do Parque Nacional do Araguaia (TO).

Sendo a cultura dos Carajás o tema central do documentário, o percurso até a Ilha do Bananal é a introdução na história da região. A influência dos rios na sobrevivência de municípios e índios, turismo ecológico, pesca, pecuária, agricultura, geografia, economia da região, a desativação da ferrovia, que muito prejuízo causa aos Estados do Pantanal, e a possibilidade de sua volta são importantes itens da introdução.

Em cada cidade do roteiro serão gravadas cenas que mostrem as belezas naturais e seus benefícios. Cenas que documentem a cultura da região e depoimentos históricos que venham traçar paralelos quanto ao passado, futuro e presente dos Municípios. Como o depoimento do funcionário da extinta Rede Ferroviária, em Miranda, e do motorista de ônibus que tenha conduzido na antiga linha Nova Xavantina/São Félix.

Para se ter uma idéia da questão, a estrada não era asfaltada e o motorista viajava com um assistente e uma espingarda de plantão para afugentar onças e outros animais, no caso de alguma parada fora do itinerário.

Depoimentos de proprietários de pousadas, personagens do caminho, comerciantes, Índios Terenas, políticos e lembranças do documentarista relatam a introdução do filme. Algumas tomadas de estradas com o carro em movimento, conjuntamente com um mapa gráfico animado traçando os destinos, mostrarão as diferentes características das regiões.

A introdução perdura até o reencontro de Marcelo com os Carajás. A partir daí o filme volta-se para a cultura dessa nação indígena, que esteve ameaçada de perder suas tradições pelo contato excessivo com os brancos, mas conseguiu dar a volta por cima e encontra-se em profícua expansão.

Ao longo dos séculos, os Carajás receberam visitas ilustres. Dentre elas três presidentes da República (Lula, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek) e os sertanistas irmãos Villas Bôas. A riqueza cultural dessa nação vem sendo decodificada através de objetos artesanais, pinturas corporais e nas cerâmicas, cemitérios e fatos históricos.

A cerâmica dos Carajás é uma das mais estudadas em pesquisas arqueológicas. Encontram-se peças em quase todo o país: Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Universidade Católica de Goiás, Museu Nacional de Belas Artes (RJ), Museu Emílio Goeldi (PA) e outros.

Os principais rituais religiosos (Hetohonky e Aruanã), a influência do Rio Araguaia em suas vidas, o contato com o homem branco - benefícios e malefícios, as tradições que atravessaram os tempos e se fortalecem a cada ano. O dia-a-dia de homens, mulheres e crianças na aldeia. A caça, a pesca e a confecção das cerâmicas, cocares e demais artefatos de adorno. Durante seis meses o documentarista conviveu com esse povo. A amizade entre Marcelo e os índios facilitará ao acesso à rica cultura.

A intenção do documentário é trazer a tona à diversidade cultural dos Carajás, que vem a ser um fragmento da imensidão cultural brasileira. Mostrar ao telespectador que no país em que ele vive e pouco conhece, há riquezas que revelam a história nacional. Nossas verdadeiras origens.

O índio é a representação mais pura do povo brasileiro. Com outras palavras, era como Darcy Ribeiro gostava de expressar sua opinião, ao falar das nações indígenas do Brasil.

Essa pureza, esses hábitos seculares, a relação e cuidados com a natureza são informações a serem documentadas em imagens cinematográficas, para ilustrarem qualquer acervo cultural do País e, ao mesmo tempo, serem mostradas ao maior número possível de pessoas.

Redação 360

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