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Agora é a vez do Rio Grande, Bahia Patrocinador master Co-patrocínio


O alto Rio Grande tem águas azuis e transparentes
Foto: Margi Moss



Barreiras fica numa linda curva do Rio Grande (BA)
Foto: Margi Moss



Confluência dos rios Grande e Preto na Serra do Boqueirão, BA
Foto: Margi Moss



Foz do Rio Grande no Rio São Francisco, em Barra (BA)
Foto: Margi Moss


16/09/2006

Após o Araguaia, é a vez do Rio Grande baiano.

Ao ouvir o nome ‘Rio Grande’, a maioria dos brasileiros pensa no grande rio que traça o limite estadual entre Minas Gerais e São Paulo e que, ao se juntar com o Rio Paranaíba, forma o Rio Paraná. Mas o Rio Grande que será foco das atenções do Projeto Brasil das Águas “Sete Rios” é outro, menor, de águas esverdeadas que corta a caatinga do oeste baiano e é um dos mais importantes afluentes da margem esquerda do Rio São Francisco.

Na semana passada, Gérard e Margi Moss completaram o sobrevôo da totalidade desse rio, seguindo o curso sinuoso desde a nascente no município de São Desidério até a foz em Barra, no Rio São Francisco. O rio nasce num pequeno pântano na Serra Geral de Goiás, a menos de um quilometro do limite estadual da Bahia com o município de São Domingos, Goiás. A uns centenas de metros após a nascente, a água já foi represada por um fazendeiro, mas logo segue seu caminho, um riacho de água azul e transparente cortando a secura da chapada. Em seu alto curso, mesmo sendo um mero riacho, há dezenas de pivôs de irrigação. Só após a confluência com o Rio das Fêmeas, próximo a Sítio Grande, é que o riozinho começa a ter cara de rio mesmo.

Barreiras é a principal cidade localizada nas margens do rio, com 120.000 habitantes. É uma cidade histórica, criada oficialmente em 1891 com o nome Villa das Barreiras. Até os anos 60, com a fundação de Brasília, era importantíssimo entreposto de distribuição de produtos e escoamento de produção para Bahia, o norte do então Goiás (Tocantins ainda não existia) e até o sul Maranhão, graças às gaiolas que subiam o Rio São Francisco e o Rio Grande. Hoje é um importante pólo de agropecuária, mas com as melhoras na rede rodoviária em toda a região em volta, o rio deixou de ter função de hidrovia. Gerard e Margi tiraram fotos aéreas ao longo do rio e observaram as condições das margens – mata ciliar, erosões, ocupações. Ficaram impressionados com a fita de águas esverdeadas que, após Barreiras, corta a planície da caatinga, nessa época do ano uma paisagem ressecada de apocalipse. Rio abaixo de Barreiras, as comunidades são poucas – São José do Rio Grande, Taguá, Jupaguá, Goiabeiras. Entre elas, pequenas fazendas e sítios testemunham a teimosia dos baianos em enfrentar as duras condições de vida na caatinga. Logo após sua espetacular confluência com as águas negras do Rio Preto, o Grande forjou uma passagem pela Serra do Boqueirão e antes de chegar à foz, corta também a Serra do Estreito.

Barra do Rio Grande, na sua foz com o Velho Chico, é uma charmosa cidade típica de tantas outras do Rio São Francisco. Pequenas casas coloridas, praças com igrejas coloniais e a sede do bispado indicam a importância histórica do lugar. Uma apresentação na praça arborizado, em frente à casa do bispo dom Luís Cappio (que fez greve de fome em protesto contra a transposição do São Francisco), será uma conclusão perfeita para a expedição terrestre que a expedição vai realizar na semana que vem.

A tão conclamada revitalização do sofrido Velho Chico só poderá dar frutos se seus afluentes, como o Rio Grande, também receberem os cuidados necessários.

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O Projeto “Brasil das Águas – Sete Rios” é patrocinado pela Petrobras. As empresas parceiras são: Agência Nacional de Águas, BR Aviation, Chubb Seguros e TV Globo. Apoio técnico e institucional: Atos, Aviation Center, EPE, Garmin, Hexis, Hiparc, IIE, Mettler Toledo, Osklen, Victorinox, UNESCO, SOS Mata Atlântica e WWF.

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