
Maurício Moura chegando na Patagônia
Foto: Gilvan Guimarães

Patagônia Argentina - Entardecer em Trevelin
Foto: Gilvan Guimarães

Patagônia Argentina Esquel - Cumbres Blancas
Foto: Gilvan Guimarães

Patagônia Argentina Laguna Seca
Foto: Gilvan Guimarães
Maurício de Moura, é triatleta e tem 30 anos. Nasceu em São Caetano do Sul, mas foi criado na cidade de Santa Isabel, interior de São Paulo. Com apenas 05 anos de idade já praticava atletismo, ciclismo e mountain bike. Dedicou-se ao mountain bike durante seis anos e desde 1998 começou a praticar triathlon. Acaba de ganhar notoriedade por ser um dos integrantes que representaram o Brasil no Programa O Conquistador do Fim do Mundo - SBT, reality show de esportes radicais gravado na Patagônia Argentina e comandado pelo apresentador Celso Portiolli. A disputa tem como diferencial a competição entre cinco países: Brasil, Estados Unidos, México, Chile e Equador. De volta ao Brasil Maurício nos concedeu essa entrevista exclusiva contando um pouco do que rolou na Patagônia.
360 Graus – De 22 mil inscritos, você foi um dos escolhidos. O que isso representa?
Maurício de Moura – Quando fiquei sabendo que o SBT havia aberto inscrições para um programa voltado para esportes radicais e aventuras pensei: tem tudo a ver comigo. A partir daí fui passando por cada uma das etapas de seleção que envolveu testes físicos, psicológicos, exames médicos e uma série de entrevistas. Cada resposta positiva já era uma vitória. No dia que escolheram os 14 brasileiros, quem me deu a boa notícia foi a Paula do Basquete e o Lars Grael. Como atleta, receber essa notícia vinda de ícones do esporte, como eles, foi maravilhoso.
360 Graus – E a chegada à Patagônia como foi?
Maurício – Primeiro passamos por Buenos Aires para pegarmos os equipamentos, roupas, enfim nosso material de sobrevivência no Acampamento. Depois partimos rumo a Esquel, ponto de partida para as competições...Foi muito legal, fomos a bordo de um Hercules.
360 Graus – Como é a Patagônia?
Maurício – É um lugar maravilhoso...mágico. As paisagens são lindíssimas, o céu é super estrelado. Apesar de um pouco de sol, venta muito lá, ventos de até 40 km. A água dos rios é extremamente gelada, para tomar banho era preciso de muita coragem.
360 Graus – Você passou muita fome lá na competição né?
Maurício – Sim, a comida lá na Patagônia era pouca e tínhamos que dividir em 14 porções. Por eu já ser magro (68kg) e ter um percentual de gordura muito baixo, apenas 5%, a falta de uma alimentação ideal começou a detonar meu físico. Emagreci cerca de 7kg e estava perdendo massa muscular, isso me deixou fisicamente mal.
360 Graus – Mas no momento das provas isso afetou muito você?
Maurício – Na verdade não. No momento que eu tinha que competir concentrava todo meu esforço e esquecia da fome. Em nenhum momento deixei que isso atrapalhasse meu desempenho. O problema era quando voltávamos para o acampamento e que batia uma fome danada...
360 Graus – Então na sua opinião o que levou à sua eliminação?
Maurício – Foram dois fatores: o primeiro porque fui indicado pelo líder do Brasil, o Julian, que fazia parte de uma panela junto com o Marcelo e o Cláudio, nada democrática no qual escolhiam quem seria o próximo eliminado e o segundo porque quando fui para a Praça quem estava eliminando as pessoas era um homem, no caso o César da equipe do México e como os homens estavam eliminando homens ele acabou me escolhendo.
360 Graus – Então quais eram suas chances efetivas de chegar à final?
Maurício – Se dependesse da mim sei que me esforçaria ao máximo para chegar à final, o problema é que por ser um jogo tiveram problemas. Como disse, alguns integrantes montaram uma cúpula e foram eliminando quem eles consideravam como fortes candidatos, além disso a pressão psicológica em cima de mim era muita.
360 Graus – E as chances do Brasil em chegar a final?
Maurício – Se a equipe conseguir entrar em sintonia acredito que as chances são grandes. Na minha opinião quem deveria tomar a frente da liderança são as mulheres da equipe, pois os homens até agora não tiveram bons resultados. Eles estão sendo muito individualistas e para um grupo isso não é legal.
360 Graus – Para quem você está torcendo?
Maurício – Isso não é muita novidade....lá na Patagônia já havia falado que a minha torcida é pela Helena Coelho. Pela sua experiência e dedicação. Ela é a única pessoa lá do grupo que era capaz de montar uma barraca e acender a fogueira sozinha, ela entende muito de sobrevivência em lugares como aquele. Além disso foi uma pessoa que soube me ouvir muito, acabei criando essa afinidade com ela.
360 Graus – Você é um triatleta certo? Como é o seu treino?
Maurício – Certo. Meu treino baseia-se nos esportes que envolvem o triathlon: corrida, bicicleta e natação. Pedalo de três a quatro dias, corro seis dias e nado praticamente todos os dias também. Também faço um pouco de musculação, pois ela ajuda a prevenir lesões e melhorar qualidades físicas como força e resistência. Gosto muito de correr em trilhas, faço isso geralmente aos finais de semana.
360 Graus – Mas valeu a pena essa experiência?
Maurício – Se valeu a pena? Muito, sem sombra de dúvidas. Não me arrependo de nada e faria tudo da mesma forma. Sou atleta e estou acostumado a competir não a jogar. Foi uma experiência maravilhosa.
360 Graus – Além da realização pessoal, quais as vantagens de participar de um programa como esse?
Maurício – Só o fato de transmitir em horário nobre, em uma grande emissora de televisão, um programa voltado para esportes de aventura já é uma grande vantagem. Em um país onde a maioria dos programas esportivos o espaço é destinado praticamente ao futebol, o SBT deu um grande passo em apostar no Conquistador do Fim do Mundo. O número de pessoas que praticam esportes radicais, compram equipamentos, viajam para locais ecoturísticos tem aumentado significativamente.
360 Graus – E quanto às vantagens para vocês....
Maurício – Como atleta pude expor para as pessoas um pouco do que faço, divulgar o esporte que eu pratico, demonstrar o quanto é importante levar uma vida saudável e nunca desistir de lutar por nossos sonhos.
360 Graus – E agora quais são seus planos?
Maurício –Agora pretendo continuar me dedicando às competições de Triathlon e Atletismo. Pratico atletismo desde os cinco anos de idade, adoro correr. Ah! Estou com algumas propostas na área esportiva que estou estudando...
360 Graus – OK, parabéns e até a próxima!
Maurício – Agradeço a vocês também. As pessoas que quiserem falar comigo podem enviar um e-mail para mim: mauriciodemoura@terra.com.br
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