
Match Race Brasil 2005
Foto: Gonzalo Arselli

Match Race Brasil 2005
Foto: Gonzalo Arselli

Match Race Brasil 2005
Foto: Gonzalo Arselli
A edição 2005 do Match Race Brasil não poderia ter um início mais equilibrado. O bom desempenho neste sábado garantiu o primeiro lugar para Alan Adler, que conseguiu seis vitórias, seguido de André Fonseca, em segundo, com cinco. A definição dos outros dois classificados, porém, deu muito trabalho para os árbitros, que tiveram de analisar detalhes do regulamento e quase esgotar os critérios de desempate para anunciar Torben Grael e Alexandre Saldanha como semifinalistas. As regatas decisivas da competição barco contra barco serão disputadas a partir das 10 horas deste domingo, em frente ao Yacht Clube da Bahia, em Salvador.
As tripulações comandadas por Torben, Saldanha e Daniel Glomb empataram em terceiro lugar com quatro vitórias cada uma. No confronto direto, também houve empate, assim como nos três critérios seguintes. Torben só garantiu o terceiro lugar quando foi eliminada a primeira regata dos três comandantes na competição (ele eliminou uma derrota, contra duas vitórias dos adversários). Saldanha acabou ficando com a última vaga por ter vencido Glomb neste sábado (depois da classificação de Torben, a definição ficou por conta do confronto direto). Glomb havia terminado sexta-feira como o líder da competição.
As semifinais serão disputadas entre Alan Adler (1o) e Alexandre Saldanha (4o) e entre Fonseca (2o) e Torben Grael (3o). Os confrontos serão definidos numa série melhor-de-três regatas. Os vencedores decidem o título em seguida, enquanto os perdedores disputam o terceiro lugar.
O equilíbrio na campanha das três tripulações foi tão grande e tantos critérios de desempate foram utilizados que os velejadores dos dois classificados desembarcaram no Yacht Clube da Bahia achando que estavam eliminados. Só depois do anúncio oficial que Alexandre Saldanha comemorou a difícil classificação. “Achei sinceramente que estava fora. Sou estreante entre os comandantes e já estava feliz com a atuação de nossa tripulação”, comentou o velejador. “Agora que estamos dentro vamos fazer força para dar mais trabalho ainda para os favoritos.”
O líder Alan Adler também mostrou-se feliz com o desempenho da equipe, que sofreu apenas uma derrota até agora. “A nossa diferença na competição está sendo a calma. Ela ajuda nas decisões importantes, nos detalhes, que valem dois, três segundos”, comentou o comandante, vice-campeão da competição. “Minha tripulação é nova, mas ajudou bastante na boa campanha.”
Já Marcelo Ferreira, tático de Torben Grael, lamentou as dificuldades encontradas na competição. Bicampeão do torneio e um dos maiores favoritos ao título, o velejador disse que foi difícil ficar na dependência dos resultados dos outros. “É horrível ficar na arquibancada apenas na torcida, só olhando de longe”, lembrou Marcelo. “Fomos mal na regata contra Adler, tomamos um pênalti e ficamos numa situação muito ruim.”
As regatas deste sábado foram bastante prejudicadas com a inconstância dos ventos. As provas começaram pela primeira vez no horário previsto pelos árbitros, mas foram paralisadas algumas vezes para a mudança das bóias que definem a raia da competição. As bóias são montadas em função dos ventos, que se apresentaram bastante rondados.
As primeiras regatas do dia foram disputadas com céu nublado, com temperatura de 30 graus e vento de 8 nós de velocidade. Depois o tempo abriu, o sol brilhou, o calor ultrapassou os 33 graus, mas os ventos continuaram médios, variando entre 8 e 10 nós de velocidade.
Pro Am
Na regata que reuniu profissionais e amadores, disputada no final do dia, a tripulação de Joca Signorini foi a campeã. Torben Grael, que teve o reforço do lutador Acelino Popó Freitas na equipe, ficou em segundo lugar, seguido de Alan Adler e de André Fonseca. Os quatro comandantes estão envolvidos no projeto Brasil 1 e na participação do primeiro barco brasileiro na Volvo Ocean Race, a mais tradicional regata de volta ao mundo.
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