História

Tema:Iatismo
Autor: Redação 360 Graus
Data: 29/11/2005

Ontem um desafio impossível, hoje umas das maiores aventuras do mundo. A mais famosa das regatas de volta ao mundo começou em um bar. Em 1971, em uma roda de amigos, surgiu a idéia de criar o "Everest da vela", uma viagem de 27 mil milhas náuticas que levaria os marinheiros aos limites do planeta. A corrida passaria pelas calmarias equatoriais, por oceanos congelados e cheios de icebergs e áreas em que as tempestades duravam semanas a fio.

A idéia estava lançada, mas sua realização estava distante. Nenhuma outra corrida, no mar ou na terra, exigia tanto de homem e equipamento.

Nenhum outro evento levaria a competição para áreas tão inóspitas. Com tantos riscos, quem iria bancar um empreendimento tão ousado?

Além disso, uma corrida dessas proporções exigiria uma ampla rede de comunicação e apoio mundial. Portos e fiscais espalhados pelo planeta, para garantir legitimidade. Sem contar que, até 1971, barcos particulares não faziam aventuras desse tipo. Na época, menos de dez veleiros tinham conseguido contornar, inteiros, o Cabo Horn. Uma regata de volta ao mundo já tinha sido realizada, em 1967, com final desastroso: dos oito barcos que largaram, só um chegou ao final.

Com tantas dificuldades, a "maratona de volta ao mundo" foi salva pela Marinha Real da Inglaterra. Considerando uma corrida desse porte como uma boa oportunidade de treinamento para oficiais, a Marinha anunciou que, mesmo se nenhum patrocinador fosse encontrado, bancaria a disputa, em 1972. Com apoio oficial, patrocínio privado apareceu. Em pouco tempo a Whitbread PLC, uma das mais antigas companhias de comércio da Inglaterra, que hoje trabalha do ramo alimentício ao hoteleiro, deu nome à corrida, hoje patrocinada pela Volvo.

Em 8 de setembro de 1973, 17 barcos de sete países, com 167 tripulantes, largaram da base naval de Portsmouth, na Inglaterra, para a primeira volta ao mundo. Surgia a "Whitbread Round the World Race".



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