A dieta dos veleiros da Volvo Ocean Race

Tema:Iatismo
Autor: Marisa Abel
Data: 4/1/2009

Depois de 15000 milhas de competição, os Volvo Open 70 passam por dias de check-up completo em Cingapura. As equipes de terra buscam como reduzir os quilos que os barcos ganharam em cada reparo, e estão se empenhando ao máximo para manter cada um dos veleiros dentro dos limites.

Os oito barcos foram medidos em Alicante, na Espanha – local da largada da Volvo Ocean Race 2008/2009 ¬– antes do início da competição para comprovar que não excediam o máximo de 14 toneladas que indica a regra desta classe. Todos iniciaram a prova dentro do limite permitido, mas terão de passar por nova avaliação em Pasir Penjang, em Cingapura, local onde nestes dias de intervalo antes do início da quarta etapa, toda a equipe trabalha para manter as máquinas com o mais perfeito desempenho.

Nestas três primeiras etapas, que levou a frota a cruzar o Equador, navegar pelos oceanos Atlântico e Índico, lutar nos Doldrums e enfrentar todo o tipo de condições de vento e mar durante as 15000 milhas, todos os barcos sofreram, alguns mais outros menos, mas o caso é que todos eles necessitaram de algum tipo de reparo. Os oito veleiros tiveram problemas e danos nas quilhas, timão, etc.

Na próxima fase, que compreende a travessia de Cingapura até Qingdao, na China, os velejadores e veleiros passarão por duras condições e as equipes de terra deverão buscar uma maneira de aperfeiçoar a distribuição do peso, limitado por normas. Os Volvo Open 70 estão de “dieta” para começar o ano com seu peso ideal.

“Com exceção do Telefônica Blue, todos os barcos estão acima do limite máximo permitido”, indica Campbell Field, chefe da equipe de terra do Telefônica. “E por esse motivo estão todos fora da água, para extrair toda a umidade – que significa peso também – e conseguir que fiquem mais ligeiros possíveis”.

“Nós também ganhamos peso em nossos barcos, mas temos uma idéia bastante aproximada de quanto”, diz Field. “No Telefônica Blue contamos com uma margem razoável, mas no Black foram oito quilos, mesmo assim ainda continuamos abaixo do limite”, finaliza.

A pesquisa de pesos não desejados se tornou uma obsessão para o Green Dragon, como reconhece o chefe da equipe de terra Jonny Smullen. “Estas pobres meninas encontram uma maneira de ganhar peso com o tempo”, sorri ele se referindo aos barcos. “Poderia ser só água acumulada em alguma parte, assim estamos revisando cada centímetro para assegurarmos que não há água em nenhum lugar”.

Qualquer mudança nos barcos indicam alteração de peso, por menor que seja e é neste momento que todos tem de quebrar a cabeça para que sejam menores possíveis as alterações, as equipes de terra terão de dar o melhor de si.



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