Brasileiras conseguem bom resultado em Match Race na Itália

Tema:Iatismo
Autor: Redação 360 Graus
Data: 14/10/2009

Em preparação para a disputa da vaga para os Jogos Olímpicos Londres 2012, a Equipe Feroz – com apoio da Pizzaria Tiramisú, Kaenon e Mormaii – participou da Syraka Cup, entre os dias 7 e 12 de outubro.

Disputado em Siracusa (Sicília), este é o único torneio do circuito mundial de match race feminino realizado na Itália e contou com a participação de Silke Halbrock, Julie Bossard, Ane-Claire Le Berre (quinta, sexta e sétima colocadas no ranking mundial) e Giulia Conti, quinta colocada nas olimpíadas de Pequim e primeira colocada no ranking mundial da classe 470.

Os barcos usados no evento eram desconhecidos de todas. O Comet 21 é um barco com balão assimétrico, muito leve e muito rápido. Mas, justamente por ser leve, tem pouca inércia. Juliana explicou que, por isso, “as manobras de pré-largada e os penalties eram bem complicados, pois o barco perdia muita velocidade”.

Reforço no mar e em terra Nos jogos olímpicos, as tripulações de match race terão três tripulantes mas na Syraka Cup as equipes eram formadas por quatro velejadoras. Comandada por Juliana Mota, o time brasileiro foi formado por Larissa Juk, Renata Decnop (companheira de de Juliana na Marinha do Brasil e timoneira da equipe Checkmate) e Andrea Grael.

“Além do reforço e da experiência da Andrea, ainda tivemos a companhia do Torben. Antes do dia de treino, conversamos com ele sobre o velejo de balão assimétrico e conseguimos algumas boas dicas que fizeram muita diferença durante o campeonato”, contou a comandante.

Onze tripulações de seis países disputaram o torneio com rounding robin único e no primeiro dia de competição, as brasileiras enfrentaram a alemã Silke Halbrock, a portuguesa Martha Lobato e as italianas Cristiana Monina e Giulia Conti. O resultado: duas vitórias e duas derrotas.

Juliana disse que chegaram a liderar todos os matches, mas cometeram o mesmo erro duas vezes. “Não vimos os barcos dos outros matches e acabamos nos enrolando com eles. Terminamos o dia com 50% de aproveitamento, ganhando das duas italianas”.

Disputa acirrada

No segundo dia de regatas, a Equipe Feroz enfrentou as francesas Le Berre e Bossard, Petra Kliba (Croácia), Svenja Puls (Alemanha) e Nonika Oikonomopoulou (Grécia). Para a comandante, o dia foi duro, mas - um pouco mais acostumadas com o velejo do barco – de bons resultados, com três vitórias e duas derrotas.

“O engraçado é que ganhamos das mais ‘difíceis’ e perdemos para as mais ‘fáceis’. Levamos duas penalidades que consideramos injustas e, por isso, perdemos para a grega e para a croata”, contou Juliana.

Depois de dois dias, o campeonato apresentava cinco tripulações com as mesmas cinco vitórias, deixando impossível prever quem se classificaria para as semifinais. Para as brasileiras, a desvantagem de ter apenas mais uma regata enquanto as principais adversárias disputariam duas. “Tínhamos de ganhar nosso match e fazer contas. Uma loucura!”, lembra Juliana.



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