Em preparação para a disputa da vaga para os Jogos Olímpicos Londres 2012, a Equipe Feroz –
com apoio da Pizzaria Tiramisú, Kaenon e Mormaii – participou da Syraka Cup, entre os dias 7
e 12 de outubro.
Disputado em Siracusa (Sicília), este é o único torneio do circuito mundial de
match race feminino realizado na Itália e contou com a participação de Silke Halbrock, Julie
Bossard, Ane-Claire Le Berre (quinta, sexta e sétima colocadas no ranking mundial) e Giulia
Conti, quinta colocada nas olimpíadas de Pequim e primeira colocada no ranking mundial da
classe 470.
Os barcos usados no evento eram desconhecidos de todas. O Comet 21 é um barco com balão
assimétrico, muito leve e muito rápido. Mas, justamente por ser leve, tem pouca inércia.
Juliana explicou que, por isso, “as manobras de pré-largada e os penalties eram bem
complicados, pois o barco perdia muita velocidade”.
Reforço no mar e em terra
Nos jogos olímpicos, as tripulações de match race terão três tripulantes mas na Syraka Cup as
equipes eram formadas por quatro velejadoras. Comandada por Juliana Mota, o time
brasileiro foi formado por Larissa Juk, Renata Decnop (companheira de de Juliana na Marinha
do Brasil e timoneira da equipe Checkmate) e Andrea Grael.
“Além do reforço e da
experiência da Andrea, ainda tivemos a companhia do Torben. Antes do dia de treino,
conversamos com ele sobre o velejo de balão assimétrico e conseguimos algumas boas dicas
que fizeram muita diferença durante o campeonato”, contou a comandante.
Onze tripulações de seis países disputaram o torneio com rounding robin único e no primeiro
dia de competição, as brasileiras enfrentaram a alemã Silke Halbrock, a portuguesa Martha
Lobato e as italianas Cristiana Monina e Giulia Conti. O resultado: duas vitórias e duas
derrotas.
Juliana disse que chegaram a liderar todos os matches, mas cometeram o mesmo
erro duas vezes. “Não vimos os barcos dos outros matches e acabamos nos enrolando com
eles. Terminamos o dia com 50% de aproveitamento, ganhando das duas italianas”.
Disputa acirrada
No segundo dia de regatas, a Equipe Feroz enfrentou as francesas Le Berre e Bossard, Petra
Kliba (Croácia), Svenja Puls (Alemanha) e Nonika Oikonomopoulou (Grécia). Para a
comandante, o dia foi duro, mas - um pouco mais acostumadas com o velejo do barco – de
bons resultados, com três vitórias e duas derrotas.
“O engraçado é que ganhamos das mais ‘difíceis’ e perdemos para as mais ‘fáceis’. Levamos
duas penalidades que consideramos injustas e, por isso, perdemos para a grega e para a
croata”, contou Juliana.
Depois de dois dias, o campeonato apresentava cinco tripulações com as mesmas cinco
vitórias, deixando impossível prever quem se classificaria para as semifinais. Para as
brasileiras, a desvantagem de ter apenas mais uma regata enquanto as principais adversárias
disputariam duas. “Tínhamos de ganhar nosso match e fazer contas. Uma loucura!”, lembra
Juliana.
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