Velejadores enfrentam vários desafios na Transat 6.50

Tema:Iatismo
Autor: Redação 360 Graus
Data: 17/10/2009

Como diz o ditado « É ao final do concerto que pagamos os músicos ». Então, logo saberemos quem fez certo e quem fez errado. Certo ou errado, na escolha de ter partido pelo Oeste como Francisco Lobato (ROFF TMN) novo líder dos barcos de série, o sul-africano Matt Trautman (Mini Mac) 3o. Em protótipos na classificação das 15h00 ou ainda como Rémi Aubrun (AT Children’s Project) o mais extremo de todos, de volta a 10a. fila.

Certo ou errado de ter escolhido o Leste como a maior parte dos competidores e principalmente HP Schipman (Maisons de l’Avenir Urbatys) e Bertrand Delesne (Entreprendre durablement) que continuam a poucas milhas de Thomas Ruyant (Faber France), 1o, na classificação das 15h00, que se desviou todo a leste no fin no fim da tarde.

Como saber com certeza, hoje, onde se encontra a verdade ? Uma única coisa é certa : Eles estão todos grudados nessa armadilha natural. Mas então, gruda-se mais à direita ? À esquerda ? Todos têm uma idéia na cabeça : sair o mais rápido possível tentando pegar pelo sul em seus minis, ora sacudidos sob a rajada, ora parados na calmaria podre.

A noite passada foi especialmente delicada. Um dos barcos de escolta, o 60 pés Max Havelaar, explicou : « As tempestades se sucederam sem interrupção. Mas as rajadas não ultrapassaram os 30 nós. » Esse mesmo Max Havelaar dizia no meio do dia : « Está mais calmo ! A loucura acabou. »

O primeiro a sair será o primeiro a rir !

A música é a mesma : Todos os skippers devem brigar a cada instante, sob o capricho das rajadas e das nuvens, para tentar encontrar a mínima rizada, o menor sopro de ar possível. Bordejar sempre e estar atento quase 24 horas por dia. Manter a concentração até o esgotamento. Por terem dormido um pouco mais do que deveriam, Nicolas Boidevezi (Défi GDE) e Olivier Avram (Cap Monde 2) perderam muitas milhas.

Sob o céu instável, entre raios e momentos calmos, o menor erro se paga caro. Os líderes ainda têm um dia inteiro de sofrimento antes de encontrarem um pouco de vento, um fluxo sul-sudeste e voer suas velas se inflarem novamente. Quem encontrar o Deus do Vento primeiro poderá avançar um pouco, descansar e sobretudo… aumentar a vantagem. Em algumas horas, entre uma velocidade de 5-6 nós e um barco « preso » a diferença se faz em pouquíssimo tempo.

O português, mais uma vez…

Lobato líder em série ? Nada é menos certo. Com certeza ele sofre mais pressão atualmente mesmo se tudo indica que ele também está « preso » nesse pot de calmaria podre. E o fluxo de sul deveria alcançar primeiramente aqueles que estão mais a leste. E mesmo se ele conseguisse, sair mais rápido que os outros desse lugar maldito, Francisco deverá navegar em muito cochado até Fernando do Noronha.

Nesse momento as classificações não valem grande coisa de tanto que esse lugar é aleatório, curioso, bizarro, que muda antes que possamos falar dessas mudanças. Não podemos esquecer que a classificação mudou muitas vezes hoje com um Charlie Dalin (Cherche sponsor-charliedalin.com) na cabeça hoje cedo, Ricardo Apolloni (Ma Vie pour Mapei) liderando as 11h00 e agora Francisco Lobato na frente

Todos no mar…

Para compensar, uma boa novidade: Todos os skippers que haviam feito uma parada técnica nas ilhas do Cabo Verde, já voltaram para o mar e para a prova. Todos vão « apreciar » esse tal Pot au Noir. Alguns dos competidores vieram para essa Regata somente para conhecer, descobrir e viver o que viram em livros.



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