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O Parque Nacional Aparados da Serra foi criado em 17 de dezembro de 1959, mas somente passou a contar com infra-estrutura para receber visitantes em 1998. Com um perímetro de 63 km e ocupando uma área de 10.250 ha, esta localizado na latitude
29o S e na longitude 50o W, nos municípios de Cambará do Sul (nordeste do RS) e Praia Grande (sudeste de SC), na divisa dos dois Estados. Abriga os cânions Faxinalzinho e Itaimbezinho, lugar tão encantador quanto perigoso, onde campos cobertos com pastagens e bucólicos riachos acabam repentinamente diante de profundos abismos.
Seu relevo é acidentado, com montanhas e vales profundos. A vegetação é formada por trechos da quase extinta Floresta de Araucária (pinheiro-do-paraná, aroeiras, carvalhos, braúnas e pinheirinhos-bravos), por regiões de campos (gramíneas, ervas e subarbustos) e de floresta pluvial atlântica (maria-mole e canjerana, árvore que alcança até 25 m de altura).
O clima é temperado, sem estação seca, com média anual de temperatura de 18ºC a 20ºC, sendo janeiro o mês mais quente e julho o mais frio. Marcada por intensas variações, suas temperaturas sobem e baixam rapidamente. No inverno caem repentinamente à marcas abaixo de zero. Devido às diferenças de temperaturas entre a borda fria (no alto da serra) e o fundo quente do cânion (no nível do litoral), os nevoeiros, comuns nas quatro estações do ano, surgem rapidamente, vindos de dentro da fenda. Em poucos minutos a cerração espalha-se por vastas áreas, transformando a paisagem num grande caldeirão de vapores frios. Esse fenômeno deve ser observado com atenção, pois representa um dos maiores riscos de perda de orientação para os visitantes.
No inverno, o clima frio e seco, além da altitude, é fator determinante para o fenômeno atmosférico mais esperado na região: a neve. Todos os anos, com a chegada do mês de julho, a temperatura cai vertiginosamente, já tendo descido a 8º C abaixo de zero. Este frio intenso é acompanhado por fortes geadas e formação de cristais de gelo, compondo magníficas esculturas naturais. E quando a neve embeleza os campos, a paisagem fica deslumbrante.
O parque abriga uma razoável variedade de mamíferos como leão-baio - ou puma -, lobo-guará (este em extinção), jaguatirica, graxaim-do-campo (conhecido como cachorro-do-mato), veado-campeiro, ouriço, suçuarana, bugios e capivaras. Entre as aves, três espécies estão ameaçadas de extinção: gavião-pato, gavião-pega-macaco e a águia-cinzenta. Existem também curicaca, urubu-rei, gralha-azul e cuiú-cuiú. Entre os
répteis estão o lagarto teiú e as cobras cascavel e urutu.
Ao lado do cânion está localizado o Centro de Visitantes, onde funcionários treinados fornecem informações sobre história, fauna, flora e as trilhas que levam aos mirantes. Há também um espaço cultural com exposição de fotos e auditório para 50 pessoas, além de lanchonete, sanitários, loja de artesanato, ambulatório e estacionamento. O parque está aberto de quarta-feira à domingo, das 9h às 16h. O acesso custa R$ 6,00 por pessoa. O estacionamento, optativo, custa para ônibus R$ 10,00 - automóveis R$ 5,00 - motos e similares R$ 3,00.
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No interior do parque
é proibido acampar, fazer fogueiras, tomar banho nos rios ou cachoeiras e conduzir animais domésticos. Estão proibidos, ainda: jogar cigarros e baganas, plásticos, garrafas ou qualquer tipo de lixo; descer ou escalar o vértice e paredes do cânion Itaimbezinho; coletar espécies vegetais ou minerais; perseguir, capturar e matar animais silvestres (isto é crime); ultrapassar as cercas de proteção da borda do cânion e áreas interditadas, estacionar ou fazer trilhas sobre os campos nativos; fazer algazarras ou utilizar equipamentos de som em alto volume, vindo a perturbar a fauna. |

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A melhor época para visitá-lo é no inverno (especialmente junho e julho), quando as paisagens estão mais nítidas, o risco de nevoeiros é menor e a quantidade de chuva menos intensa.
Acesso
O acesso ao parque, a partir de Cambará do Sul, é bem sinalizado.
Chega-se ao pórtico Gralha Azul, na entrada do parque, pela CS 360, estrada de terra que liga a gaúcha Cambará do Sul (18 km) à catarinense Praia Grande (22 km).
No caminho é possível comprar produtos típicos da região em vendas na beira da estrada.
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