
Naufrágio no delta do rio Parnaíba (PI)
Foto: Margi Moss

Além de técnicas para mergulhar, cursos ensinam a postura correta diante da vida aquá
Foto: Sérgio Viégas/Sailing & Diving

Naufrágio
Foto: Ary Amarante
EXCLUSIVO
O Brasil possui cerca 8.500 km de costa. E, nessa costa, verdadeiros tesouros perdidos e histórias incríveis, que estão submersos com os destroços de navios naufragados nos últimos 500 anos. Essa história anima a imaginação da população, atiça a curiosidade de mergulhadores e desperta a cobiça de variados caçadores de tesouros, que investem milhões de reais em buscas.
A maior parte dessa história submersa permanece desconhecida até hoje. Existem provavelmente 11 mil naufrágios na costa brasileira, mas apenas pouco mais de 1000 estão registrados nos arquivos da Marinha do Brasil. Levantamentos particulares de pesquisadores documentam mais de 2.500 navios afundados. Assim, a maioria esmagadora dos naufrágios é conhecida apenas por fontes históricas, sendo que apenas 600 foram realmente descobertos e explorados.
As dificuldades para se conhecer melhor os navios afundados na costa brasileira são muitas: a grande extensão do litoral nacional, a escassez de documentação (principalmente de embarcações mais antigas) para se identificar e localizar os acidentes, e o alto investimento necessário para a exploração de naufrágios, que pode chegar a R$ 78 mil por dia.
Todas essas dificuldades e os mistérios que envolvem os naufrágios, além das lendas acerca das embarcações e de seu valor histórico, tornam a exploração de naufrágios altamente atraente para quem tem espírito de aventura. Por isso o mergulho em naufrágios é um esporte de aventura muito praticado em todo o país.
Recife é um dos Estados com maior número de naufrágios conhecidos – por isso é chamada pelos mergulhadores como a “capital dos naufrágios”. A Bahia e o Rio de Janeiro, que já foram capitais brasileiras, também possuem muitos navios afundados que podem ser explorados por mergulhadores. São Paulo – especialmente Ilhabela – e Santa Catarina também possuem muitos naufrágios antigos e interessantes para serem visitados.
Ecologia
Além de serem um verdadeiro tesouro histórico, os naufrágios também são importantíssimos para a preservação da flora e a fauna marinha, servindo de ambiente para que diversas espécies se desenvolvam. Alguns naufrágios são verdadeiros “recifes artificiais”, servindo de moradia e fonte de alimento para diversas espécies. O Pirapama, navio naufragado em 1889 próximo ao Porto de Recife, hoje se encontra a 23 metros de profundidade e é habitado por grandes tartarugas, arraias, moréias e uma imensa variedade de espécies marinhas. O mesmo acontece com o Vapor Bahia, naufragado em 1887 em frente à praia Ponta de Pedra, no Recife, que está a 25 metros de profundidade e abriga uma imensa variedade de espécies marinhas como grandes meros, parus, tartarugas, arraias, anêmonas, entre outros.
Curso
A exploração de naufrágios é altamente atraente para quem tem espírito de aventura. Por isso o mergulho em naufrágios é um esporte de aventura muito praticado em todo o país. No entanto este tipo de mergulho requer cuidados especiais, pois existem muitas dificuldades ao praticá-lo, como a presença de uma “teto” sobre o mergulhador, que impede a subida livre; caminhos labirínticos; e visibilidade baixa, causada por sedimentos e pela pouca luminosidade.
Existem cursos específicos para quem quer explorar as embarcações afundadas, que preparam o mergulhador para executar com sucesso a pesquisa, busca e exploração de um naufrágio. Muitos cursos abordam, além das convencionais aulas de mergulho, aulas sobre pesquisa histórica, métodos de busca, análise de acidentes e até sobre recuperação de artefatos submersos. Vale a pena se informar em seu Estado sobre as escolas de mergulho que oferecem esse tipo de curso. Além de mergulhar com mais segurança, você vai aproveitar muito mais sua exploração.
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