

Ascídias na Ilha da Queimada Grande (SP)
Foto:Armando de Luca

Ascídias observadas em mergulho noturno (Cuba)
Foto: Armando de Luca

Esquema do anfioxo
Fonte:Storer & Usinger – Cia Editora Nacional
Olá, colega sub. Como tem sido os mergulhos? Muito frio neste inverno? Vou falar um pouco hoje sobre um grupo de animais quem têm grandes diferenças no desenvolvimento da espécie, mas na fase de embrião, todos têm três caracteríticas em comum: tubo nervoso dorsal único, notocorda e fendas faríngeas. E o que isso tem a ver com mergulho? Muito, caro colega...
Chamado de Cordado, esse grupo possui animais terrestres e marinhos, com e sem coluna vertebral. Claro, falamos dos marinhos, até mesmo para poder apreciar melhor as belezas de nossa fauna marinha. Nas fotos, você vai observar por exemplo um colorido espécime da ilha de Queimada Grande, que fica no litoral sul paulista. A ascídia na foto 1, em lente objetiva macro, está entre esponjas incrustantes amarelas e vermelhas.
Os tunicados, por exemplo, são protocordados marinhos que vivem em todos os mares, nas mais variadas profundidades, podendo apresentar vida livre ou séssil, sendo solitários ou ainda formando colônias. O nome da família é originado devido ao tipo de revestimento que apresentam sobre o corpo, que se assemelha a uma túnica.
Nessa família, as ascídias são as mais conhecidas pelos mergulhadores. Geralmente vivem fixas às rochas em sua fase adulta. No litoral brasileiro, a espécie Ascidia nigra é uma das mais comuns durante os mergulhos. Ela parece uma esponja negra, tem duas aberturas ou sifões, sendo que um desses é o que leva nutrientes e oxigênio para o interior do animal. O outro é o exalante que é encarregado de eliminar as substâncias inúteis.
Aparecem ocasionalmente próximos à superfície individualmente ou ainda formando longos cordões de indivíduos ligados uns aos outros em uma cadeia viva. Na foto 2, você pode observar as ascídias em mergulho noturno em Cuba.
Já os anfioxos, são pequenos animais semelhantes aos peixes, que vivem nas águas tropicais e temperadas. Eles ficam enterrados parcialmente na areia de regiões praianas costeiras. Devido a seus hábitos, dificilmente são observados pelos mergulhadores. Na figura 3, um esquema de um anfioxo, extraído de Zoologia Geral (Storer & Usinger – Cia Editora Nacional), você observa melhor esses animais.
Então, mostrei um pouco mais desses pequenos seres marinhos. E você, tem alguma sugestão de animal marinho que gostaria de conhecer mais? Mergulhou no final de semana passado e tem uma imagem que não soube identificar? Quer discutir a respeito? Escreva, mande seu email para mim que esse espaço é nosso, do mergulho e suas maravilhas marinhas.
Fica minha saudação de boas águas e mergulhos maravilhosos.
Armando de Luca Júnior é biólogo marinho, professor, mergulhador profissional, proprietário de operadora de mergulho e presidente da ABEM - Associação das Brasileira das Empresas de Mergulho.
Todas as colunas
Nota do editor: o texto desta coluna não reflete necessariamente a opinião do site 360 Graus, sendo de única e exclusiva responsabilidade de seu autor.
» MERGULHO
» MERGULHO





