
A capacidade para permanecer sem ar pode ser desenvolvida com treinamento
Foto: Ricardo Stangorlini/AIDA

Equipe comemora embaixo d-água
Foto: Rodrigo M Ferreira

Lastro Constante
Foto: Rodrigo M Ferreira
Quem gosta de água sabe que a apnéia pode ser mais do que uma simples suspensão da respiração. Esta capacidade de controlar o tempo sem ar permite um contato íntimo entre o mergulhador e o calmo ambiente aquático. O mergulho livre, modalidade mais simples do turismo sub e com maior adesão de praticantes, passa a ser uma atividade com maior rendimento se os mergulhadores souberem usar melhor as técnicas de apnéia.
Apesar de ser considerado um esporte de risco, na medida em que requer boa resistência – principalmente dos músculos do coração – e que submete o corpo às mais difíceis condições debaixo da água, o mergulho de apnéia pode ser útil mesmo no lazer, e sem maiores riscos para o praticante.
Desenvolver esta habilidade – que exige preparo físico e mental – não é pré-requisito para o mergulho livre, mas pode fazer com que ele seja muito mais aproveitado. Quanto mais tempo sem respirar, mais a pessoa pode descer em direção ao fundo do mar. E o contato com as maravilhas do mundo subaquático passa a ser maior também.
"O mergulho livre é um esporte democrático", afirma José Rafael Esteves, proprietário da operadora Captain Dive, em Campinas. "Mesmo com um pequeno investimento, e muitas vezes com um pouco de curiosidade, você já consegue praticar uma das modalidades do mergulho", explica.
Aperfeiçoar e evoluir
Escolas e operadoras em todo o Brasil oferecem cursos que ensinam desde técnicas para a entrada e saída da água, até um aparato teórico capacitando o aluno a portar-se adequadamente em diversas situações. Inclusive as de perigo.
"No Brasil, a maior parte das pessoas se inicia no mergulho livre de maneira informal, aprendendo com um amigo", explica Sérgio Viegas, instrutor de mergulho da Sailing e Diving. "A popularização de destinos turísticos como Fernando de Noronha e Bonito também ajudou o número de praticantes, especialmente de "snorkeling" - a mais acessível das modalidades"
Apesar de tudo, a prática da apnéia sem acompanhamento é perigosa, já que a pessoa pode sofrer o que chamamos de "apagamento" ou "blecaute", ou seja, perda súbita da consciência em função da falta de oxigênio. Se a pessoa está sozinha, pode se afogar.
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