
Apnéia pode ser útil mesmo no lazer, e sem maiores riscos para o praticante
Foto: Rodrigo M Ferreira

Foto: Rodrigo M Ferreira

Foto: Apnéia, Bras de Merg Livre; Ricardo Stangorlini

Foto: Paulo Almeida, Bras de Merg Livre; Divulgação AIDA

Apnéia
Foto: Christian Dequecker
Quando o mergulhador atinge profundidades maiores, as cavidades aéreas sofrem grandes forças compressivas. Normalmente se o volume é reduzido até o volume pulmonar residual por volta de 1.2 litros, ocorre a compressão pulmonar, essa pressão hidrostática pode causar sérias lesões no tecido respiratório.
Há uma diferença entre indivíduos na variação do volume pulmonar, isso é determinante no mergulho em apnéia podendo evitar acidentes, como a compressão pulmonar, dando assim o limite de profundidade entre os indivíduos. A relação dos volumes pulmonares total e residual, em média na superfície é de 4:1, é que limita a profundidade a ser atingida.
Segundo McArdle: "Não há perigo de compressão pulmonar, se o volume pulmonar continuar sepg'maior que o volume residual". Isso ocorre por que há ar suficiente nas vias respiratórias rígidas e nos pulmões evitando as lesões da possível compressão.
Se durante o mergulho o volume pulmonar total e residual forem reduzidos para menos de 1 litro, a pressão do ar pulmonar se torna menor que a pressão externa da água, como se o pulmão fosse implodir, causando sérias lesões no tecido pulmonar.
Quando isso ocorre, é chamado de " blood shift" - o plasma sanguíneo sai dos capilares e entra nos alvéolos - seria como se o mergulhador se afogasse em seu próprio plasma, acarretando um edema pulmonar podendo haver complicações e até a morte. Aumentos muito grandes na profundidade podem causar fraturas nas costelas devido a pressão externa excessiva.
Outros problemas que são causados pela excessiva pressão são os barotraumas timpânicos, por causa de inflamações ou tampões de muco no ouvido médio, o ar lá contido que sofre compressão não entra em equilíbrio com o ar das vias aéreas, que também sofrem a compressão, a pressão hidrostática empurra os tímpanos para dentro provocando assim sua ruptura, podendo ocorrer até em profundidades pequenas.
O mesmo principio ocorre com os seios da face, por inflamações e infecções, essas áreas ficam muito estreitas e dificultam o mecanismo de compensação da pressão, fazendo com que o mergulhador aborte sua descida devido a grande dor sentida na cabeça.
Christian Dequeker
CREF 16.865/G;
Diretor técnico da Apnéia Sports;
Ex- recordista brasileiro de apnéia dinâmica;
Atual recordista de Lastro Constante-51m CBPDS;
Campeão brasileiro de apnéia estática, 2003;
Atleta e técnico da equipe brasileira de mergulho livre 5ª colocada no mundial AIDA , na Espanha 2001.
Para saber mais sobre o profissional, acesse:www.apneiasports.com.br
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