Gil Piekarz - montanhista e voador rumo ao Everest

Tema:Montanhismo
Autor: Airton Ortiz
Data: 29/3/2001

Montanhismo -



Montanhismo - Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação



A Expedição Everest 2001, onde participa o alpinista brasileiro Gil Piekarz, já está no Tibete, com o objetivo de escalar o monte Everest (8.850 m) pelo seu lado norte, em território tibetano. Quando chegar ao Acampamento-base, eles vão se juntar a uma expedição americana liderada por Eric Simonson (autor do livro "Fantasmas do Everest", narrando o encontro do corpo de George Mallory, em 1999).

Eric Simonson está de volta à montanha para tentar encontrar o corpo de Irvine. "Será legal acompanhar de perto o trabalho deles", diz Piekarz.

Antes de Chegar em Katmandu, a expedição de Gil passou por Singapura, de onde vem os outros integrantes do grupo. Lá, foi recebida pelo presidente da República e pelo embaixador do Brasil. A maior parte do patrocínio pessoal do alpinista paranaense (US$ 30 mil) foi paga por empresas de Singapura.

Enquanto estava em Katmandu, definindo os últimos detalhes da expedição, Gil Piekarz concedeu ao repórter Airton Ortiz a seguinte entrevista:


360 – Por que vocês escolheram escalar pelo Tibete?

Gil - Porque em 1998 Singapura escalou pelo Nepal e agora será pelo Tibete. Eu preferiria pelo Nepal, mas...

360 – A expedição está devidamente equipada para enfrentar o desafio?

Gil - Tem um membro da expedição que já esteve duas vezes acima dos 8000 m, Cho Oyo e o cume sul do próprio Everest. O David, nosso líder, tem 35 expedições e foi o chefe em 1998. Acho que eu sou o de menor currículo, com onze cumes nos Andes. Acho que estamos sim. O gerente geral do acampamento será o Eric Simonson e os sherpas serão escolhidos à dedo. Eu não me conheço acima dos 7000 metros... espero ver...

360 – Você confia cegamente no líder do grupo?

Gil - Cegamente nunca, mas já fiz duas expedições com ele nos Andes... gente boa e experiente.

360 – Como está o entrosamento de vocês?

Gil - Ótimo!

360 – Qual será sua maior dificuldade no Everest?

Gil - Não me conheço acima dos 7000 metros... O segundo escalão, se eu chegar lá, me dá arrepios...

360 – Qual seu ponto forte: preparo físico, preparo técnico, preparo psicológico, preparo fisiológico?

Gil - Acho que um pouco de tudo. Nada excepcional. Tenho escaladas técnicas nos Andes (Artesonraju e Alpamayo) e situações de muita espera (psicológica), como Aconcágua e Huascaran. Mas aqui é tudo muito maior...

360 – Quanto você vai gastar neste projeto?

Gil - Sem contar o meu salário que não receberei (e tem que entrar nas despesas), algo em torno de US$ 34 mil.

360 – Algo mais?

Gil - Um grande abraço a todos que estão me acompanhando. Rezem e torçam por mim... que é preciso.



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