Travessia da Serra Negra no Parque Nacional de Itatiaia é uma das mais belas do Brasil

Tema:Montanhismo
Autor: Marcio Isensee
Data: 11/5/2006

À Noroeste do estado do Rio de Janeiro, próximo aos Estados de Minas Gerais e São Paulo, encontra-se o Parque Nacional do Itatiaia. O Primeiro Parque Nacional do país abriga atrações variadas, muito visitadas durante todo o ano (principalmente por turistas dos estados do Sudeste). Cachoeiras, rios, montanhas, vales, etc. são locais ideais para prática de Escalada, Rapel, Canoagem, Montain Biking e Trekking. Muito trekking...

Na parte alta do Parque (conhecida como Terra Alta da Mantiqueira) está localizado o Pico das Agulhas Negras (o quinto ponto mais alto do Brasil com 2.787m) e também é o ponto de partida para a travessia da Serra Negra de 30 km, ligando os municípios de Itamonte (MG) e Visconde de Mauá (RJ). São os encantos, dificuldades e peculiaridades destas duas atrações que relato nesta reportagem, desenvolvida a partir de uma viagem de quatro dias, no feriado da Semana Santa, pela região.

Chegando

Largamos as mochilas no gramado do famoso camping Alsene por volta das 17h de quinta-feira. Após longo dia percorrido desde o Rio de Janeiro em ônibus, caronas e superando trechos a pé, tudo que nos interessava era olhar aquele visual de vales, picos e nuvens bailando abaixo de nós. Alsene é a pousada / camping mais próxima da entrada do Parque Nacional do Itatiaia e também é a 100m dali o ponto de partida para a travessia da Serra Negra.

Localização privilegiada, mas existem outros locais para camping mais em conta. Por exemplo, o Abrigo Rebouças, dentro do Parque, que necessita da autorização prévia do IBAMA. Porém, exatamente atrás do camping Alsene fica a Pedra do Camelo, onde existem vias de graduação baixa e média para a prática de escalada.

Com o dia terminando, nos apressamos em montar a barraca (com uma invejável janela para o vale na beira do camping) e ir curtir, depois de uma caminhada de 10 minutos, o pôr do sol de cima da Pedra do Camelo. Nada mal o visual de montes e vales até o horizonte para coroar o final de um dia onde tudo passara aos nossos olhos na velocidade dos carros e ônibus. Na descida, o frio já começava a subir pela espinha. A região é fria durante todo o ano por causa da sua altitude e naquela noite faria, mais tarde, 2º C em pleno mês de abril.

Bolando o roteiro

O Planejado era: Subir no dia seguinte (sexta-feira) o Pico das Agulhas Negras, dentro do parque, e no sábado entrar na travessia rumando para Visconde de Mauá durante os próximos dois dias. O primeiro obstáculo não seria tão complicado. Afinal, em um feriado como aquele haveria diversos grupos encaminhando-se para as Agulhas Negras e os guias na portaria do parque nos dariam valiosas informações sobre o percurso. Sobre a travessia, por ser menos conhecida, tínhamos menos informações. Apenas um bom croqui achado através da internet e trazido do Rio de Janeiro conosco. Porém, logo vimos que os moradores do local utilizavam aquela trilha normalmente e que poderiam nos ajudar nos dias seguintes.

Nesta reportagem:

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