Na Rota Maia – I

Tema:Montanhismo
Autor: Airton Ortiz
Data: 31/8/2006

Copán

Viajei de Tegucigalpa para Copán, na fronteira entre Honduras e a Guatemala, de ônibus de linha, quase um dia sacolejando por entre vales, montanhas e selvas. A pequena aldeia onde se reuniam os plantadores de fumo do vale do rio Copán se transformou em vila e com as descobertas arqueológicas das ruínas maias a pouco mais de um quilômetro de distância logo seus moradores se viram em meio a uma pequena cidade repleta de turistas chegando e saindo.

Especialmente apreciada pelos jovens, rapazes e moças acostumados a cruzar o mundo arcados sob suas pesadas mochilas, Copán se transformou numa das mais movimentadas encruzilhadas da América Central, onde se pode encontrar, num mesmo albergue, viajantes falando inglês, espanhol, holandês, alemão, hebraico, francês, japonês, coreano e até português, embora esses em bem menor número.

Como convém a uma pequena cidade com estreitas calçadas e ruas pavimentadas com pedras redondas, onde apressados tuk-tuks circulam aos solavancos, ela se concentra em torno da praça central, tendo de um lado a igreja e do outro a prefeitura. Suas casas são baixas e sua arquitetura colonial nos remete às figuras dos livros de história da época da chegada dos colonizadores europeus ao istmo centro-americano.

Na orla entre as montanhas e o fundo do vale, além dos pátios arborizados para qualquer lado que se olhe vemos um horizonte coberto de ocote, um pinheiro nativo, misturado a enormes árvores, a verdejante vegetação de uma terra abençoada com chuvas constantes. Relativamente plana, poucas das ruas sobem a encosta do vale. Adicionado a sua elevada altitude, proporcionando um ar fresco constante, a cidade em si já é um convite a uma boa caminhada.

Uma atividade altamente simpática aos mais atrevidos é hospedar-se alguns dias numa pequena chácara para uma convivência mais próxima com os campesinos. As famílias locais acolhem com satisfação os visitantes, fonte de renda extra ao plantio de fumo. Ao final, todos saem felizes do pequeno vale banhado pelo rio Copán.

À noite, tanto os turistas que chegam apenas para conhecer as ruínas quanto os viajantes menos apressados se reúnem nos inúmeros bares e restaurantes para uma cerveja e um bate-papo sobre a principal atração do vale, o real motivo de cada um estar neste canto do mundo.

Nesta reportagem:

» Na Rota Maia – I
» Sítio Arqueológico de Copán
» Atenas do Novo Mundo
» Os reis maias de Copán
» Abandono de Copán



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