Na Rota Maia – Final

Tema:Montanhismo
Autor: Airton Ortiz
Data: 24/11/2006

As causas da grande tragédia

Após meu prolongado périplo pelas vilas maias no sul do México peguei um ônibus para Comitán e de lá outro para Ciudad Cuauhtémoc, quatro quilômetros ao sul da fronteira com a Guatemala, entre altas montanhas cobertas de pinheirais. Uma linha imaginária divide os dois países, facilitando a fuga dos guerrilheiros de um lado para o outro sempre que estouram guerras civis nessa conturbada região centro-americana.

Subi caminhando pelo acidentado relevo e cruzei a fronteira na cidadezinha de La Messila, onde tomei outro ônibus para Huehuetenango, na cordilheira Chuchumatán, coração do altiplano guatemalteco, uma área cheia de vales e montanhas, onde as pequenas aldeias maias reúnem as populações que aos poucos foram se aglutinando após o colapso da grande civilização.

Final do império

Os maias não tinham mais um estado organizado quando os europeus chegaram na região. Após a desintegração das suas grandes cidades, a população, esparsa pelas florestas, ou vivendo em pequenos assentamentos, foi cruelmente subjugada pelos conquistadores espanhóis.

Em 1524, quando Pedro de Alvarado entrou na Guatemala, os maias de K’umarcaaj, liderados pelo rei Tecún, foram derrotados. Os espanhóis queimaram vivos os líderes nativos e destruíram a pequena cidade, hoje um amontoado de ruínas onde famílias camponesas fazem piqueniques nos finais de semana, a maioria sem ter noção do que fora a região no passado.

Nesta reportagem:

» Na Rota Maia – Final
» Chichicastenango
» As causas do colapso



© Copyright 1998 - 2009 - 360 GRAUS MULTIMÍDIA
Proibida a reprodução integral ou parcial, para uso comercial, editorial ou republicação na Internet, sem autorização mesmo que citada a fonte.