
Nesta coluna tenho textos de assuntos diversos. Além da questão de preparação física, saúde, meio ambiente e turismo, minhas áreas de formação, também algo sobre geologia, paleontologia, arqueologia, geografia, história entre outros.
Mande uma mensagem para o autor: Carlos Vageler
Ninguém precisa ser cientista ou fazer faculdade desses assuntos para se interessar e querer saber mais sobre os mesmos.
Sempre vi uma oportunidade impar para isso, no momento que planejo um destino de viagem.
Hoje em dia, com as ferramentas que dispomos para a pesquisa e com um pouco de critério na hora de confiar nas informações, podemos fazer uma lista de pontos de interesse sobre um local.
Podemos até começar com um mapa, conhecer o local de cima, através do “Google Earth” , estudar um pouco a situação geográfica, características geológicas, história local e assim por diante.
Na época que era guia de turismo e condutor de aventura, não raro um cliente me perguntava, durante o caminho, em que estrada estava, que região se encontrava a caverna, rocha ou trilha que iríamos fazer, também a cidade e até o estado.
Muitas vezes não se lê nem o prospecto do pacote turístico, onde normalmente há essas informações, quer dizer, se decidisse levar o grupo para qualquer lugar, tudo bem. Se fosse trilha e cachoeira, por exemplo, melhor ainda, pois em qualquer lugar existe uma com o nome de “Véu de Noiva” mesmo!!
Retirando o exagero, creio ser importante a curiosidade a respeito de tudo. Adorava nessa época em que vivia na estrada, clientes, muitas vezes chamados de “chatos” , que não paravam de perguntar e até de me testar, pois faziam um estudo completo do destino.
Esse recado também vale para os condutores de turismo de aventura e outros, que muitas vezes se acomodam com o básico e não se interessam em saber cada vez mais.
Importante também para os guias é não fazer “decoreba” de fatos, casos e de ciência sobre os locais onde freqüentemente levam turistas. Quem já teve a oportunidade de estar lá e ouvir, ou mesmo só de alguém contar, os guias de turismo histórico das Igrejas Ouro Preto e cercanias, que decoram os textos e, se você interrompe com alguma pergunta, ele retoma tudo do início?
O desenvolvimento do turismo depende muito da diversidade cultural de uma região. Muitos fatos ficam escondidos por falta de estudo. Apostar somente numa vertente é um erro. Exemplos disso não faltam. Um local que é intensamente explorado devido a uma serra, caverna, cachoeira ou trilhas pode de uma hora para outra ser restringida, devido aos corretos planos de manejo impostos pela legislação ambiental.
Através de um estudo bem elaborado e divulgação de fatos históricos e culturais, culinária, e assim por diante, o atrativo de uma determinada região se diversifica e também o publico que até lá se desloca.
O ideal para o turismo é a diminuição do espaço entre uma época de alta e baixa temporada. Quanto mais datas intermediárias de aumento de fluxo turístico, melhor.
O saber abre portas e as fecham a quem tem má vontade.
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Nota do editor: o texto desta coluna não reflete necessariamente a opinião do site 360 Graus, sendo de única e exclusiva responsabilidade de seu autor.
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