Niclevicz entra para a história do alpinismo mundial

Tema:Montanhismo
Autor: Airton Ortiz
Data: 28/5/2001

05/08/00 - Por maior que seja a façanha de um esportista sempre existe alguém querendo diminuir suas conquistas. Por inveja, ciúme. Porque são adversários, inimigos. Ou, simplesmente, porque não gostam da cara do sujeito. Faz parte da natureza humana. Freud, o criador da Psicanálise, já havia afirmado: o ser humano não suporta o sucesso dos outros. Lembram do Parreira? Pois o homem ganhou nada menos do que a Copa do Mundo de futebol. Mas não escapou dos críticos de plantão. Apenas um exemplo, o maior de todos.

Poucos são aqueles que estão acima destas questões, da fraqueza humana. Poucos são os esportistas brasileiros que estão acima da crítica, acima do questionamento, acima do bem e do mal. Pelé, Airton Senna, Éder Jofre, Maria Ester Bueno e meia dúzia mais. Se tanto.

Pois agora temos mais um brasileiros nesta galeria, mais um esportista nacional cuja façanha está acima do poder de questionamento do mais severo crítico. Não existe neste país alguém qualificado o suficiente para desmerecer a conquista de Waldemar Niclevicz ao pisar no cume do K-2. Podem dizer que não gostam do gênio dele, que é egocêntrico. Podem achá-lo baixo demais – ou muito alto. Podem alegar que ele é feio – ou muito bonito. Podem até dizer que ele é maluco, arrisca a vida para escalar uma montanha no outro lado do planeta.

Mas ninguém pode negar que se trata do maior alpinista que este país já produziu em seus quinhentos anos de história. Ninguém pode negar que ao conquistar o cume da chamada "Montanha da Morte" Waldemar Niclevicz conquistou também um lugar entre os maiores alpinistas do mundo, da história deste esporte.

As pessoas podem até não gostar de alpinismo. Mas é impossível não gostar de ter o alpinista do Paraná entre nós, os brasileiros.

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