O livro “Peabiru - os Incas no Brasil” (Editora Estrada Real – www.editoraestradareal.com.br – 192 páginas, R$ 29,00), de Luiz Galdino, está chegando às livrarias de todo o Brasil como mais uma sugestão de desafio a ser encarado pelos aventureiros que gostam de um bom tema para suas viagens.
Rebaixado em quarenta centímetros em relação ao nível do solo, o Peabiru era uma rede de trilhas com cerca de 1,40 metro de largura, bem demarcadas, que partiam de Cuzco, então capital do império Inca, e chegavam ao litoral do Brasil, terminando em três pontos distintos: ilha de Santa Catarina e Cananéia, em Santa Catarina, e São Vicente, em São Paulo. O autor realizou uma ampla pesquisa, utilizando-se especialmente de imagens de peças arqueológicas, cujas fotos estão publicadas no livro, para definir o traçado do roteiro percorrido pelos indígenas sul-americanos antes da chegada dos europeus ao nosso continente.
Segundo a tese defendida por Luiz Galdino, o objetivo do caminho era uma futura incorporação do território brasileiro ao Tahuantinsuyo, o grande império sediado em Cuzco. Para o autor, há indicações de que os aztecas ajudaram a construi-lo, tornando o Peabiru o mais extenso de todos os caminhos criados pelo homem, mais longo mesmo que as estradas abertas pelo Império Romano.
O significado do seu nome, em Tupi, é controverso. As interpretações mais comuns são: “Caminho antigo ida e volta”, “Caminho batido ou pisado”, “Pegada do caminho” ou “Caminho cujo percurso se iniciou”. Existe ainda a possibilidade de Peabiru ser o resultante da coordenada de pe-biru, que equivaleria a caminho para o Biru, conforme os incas denominavam o seu território.
O assunto é controverso, pois nem todos os historiadores concordam com as teses defendidas por Galdino. Mesmo assim, não deixa de ser um bom pretexto para uma bela expedição, especialmente para aqueles que gostam de dar aos seus projetos um verniz científico.
Luiz Galdino (62 anos) é um dos intelectuais mais respeitados em todo o Brasil, com mais de cinquenta livros publicados. Historiador e antropólogo, é uma das referências nacionais sobre arte rupestre.
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