Novo colunista do 360 Graus explicará sobre o início do Parapente

Tema:Parapente
Autor: Kiko Emerson
Data: 9/5/2007

Nosso novo colunista, Kiko Emerson é instrutor de vôo livre, formado e credenciado, responsável pela Escola de Parapente Fly Forever, tendo formado mais de 300 alunos ao longo de 7 anos de instrução, com o lema Formar pilotos pra se divertir com segurança. Recordista carioca de distância, atualmente pratica também acrobacias em parapente. Confira!

Voar sempre foi um sonho do homem desde o tempo de Ícaro, temos agora a oportunidade de voar com total tranqüilidade e segurança.

“Voar é maravilhoso, é como um bom vício”. Esta frase é facilmente dita e repetida entre os praticantes, para quem nunca passou pela experiência de correr para o abismo da montanha e decolar como um pássaro voando suspenso no parapente com a velocidade media de 20 a 30km/h, um vôo tranqüilo e contemplativo, no conforto de uma cadeirinha, mais conhecida no meio esportivo como selete, tão confortável como o melhor banco de automóvel.

Voar de parapente dá uma sensação de pairar no espaço, de penetrar num mundo de beleza e silêncio, de entrar num mar de nuvens. “É uma sensação de liberdade única" que só quem voa conhece porque é difícil de transmitir aos outros.

A História do Parapente ainda está sendo escrita dia a dia e é muito difícil que alguém possa afirmar com certeza quem foi seu inventor. A hipótese mais aceita no meio esportivo é que tenha se originado nos Alpes franceses, mais precisamente na colina de Pertuiset, perto de Mieussy, uma pequena localidade no maciço de Chablais. Três amigos paraquedistas do clube de Annemasse, Jean Claude Betemps, André Bohn e Gerard Bosson, decididos a demonstrar a seus companheiros paraquedistas que se podia saltar de paraquedas sem a necessidade de utilizar o avião, subiram a colina e saltaram, ou melhor efetivamente decolaram com sés paraquedas provando assim que tinham razão, ficaram conhecidos como os “Kamikazes".

Uma outra teoria sobre a origem do parapente é que este se baseia no desenvolvimento dos paraquedas retangulares, criados nos anos sessenta pela N.A.S.A. , para amenizar o impacto das naves espaciais no pouso depois das viagens espaciais, bem no seguimento do antigo projeto de francis Rogallo. No começo dos anos oitenta nasceu o Clube Chouca, onde surgiram os primeiros paraquedistas de pendente, alguns vieram do paraquedismo tardicional e outros do montanhismo, estes amantes da escalada deram verdadeiro impulso ao esporte na época, pois viram no parapente um meio mais rápido e muito gostoso de descer do cume. A maior façanha da época foi de Marc Boivin que planou no topo do everest em 1988, literalmente voando, talvez tenha sido a primeira vez que um parapente fez um vôo de termal.

Voar de parapente é tão fácil como andar de bicicleta e tão seguro ou inseguro quanto. A segurança é proporcionalmente inversa ao risco, quem não conhece alguém que anda de bicicleta ou mesmo atravessa a rua de forma segura? E o inverso, não conhecemos alguém que anda de bicicleta ou atravessa a rua de forma arriscada?

O risco na verdade está na atitude e até mesmo no perfil psicológico ou personalidade da pessoa, o esporte hoje pode ser praticado de forma muito segura, para isso é importante que o novato se informe e escolha uma escola ou instrutor profissional e habilitado para poder formar pilotos pra se divertitrem com segurança. Existem muitas escolas serias e basta se informar no site da ABVL (Associação Brasileira de vôo livre) www.abvl.com.br e ABP (Associação Brasileira de Parapente) www.parapente.esp.br.

A equipe da escola Fly Forever acredita que a segurança deve ser moldada desde as primeiras aulas e a base deve ser conhecer as próprias limitações que a nossa personalidade impõe, assim temos condições de conhecer os riscos que estamos mais sujeitos a correr e nos preparar pra voar com segurança, acredito que pessoas diferentes tem riscos diferentes e devem buscar moldar sua própria persobalidade para uma postura segura frente ao esporte.



© Copyright 1998 - 2009 - 360 GRAUS MULTIMÍDIA
Proibida a reprodução integral ou parcial, para uso comercial, editorial ou republicação na Internet, sem autorização mesmo que citada a fonte.