Paranaense de Voo Livre será válida pelo Campeonato sul-brasileiro

Tema:Parapente
Autor: Redação 360 Graus
Data: 27/3/2009

Se depender da Federação Paranaense de Voo Livre, os pilotos de parapente daqui não terão descanso tão cedo. Alguns mal voltaram da etapa do campeonato brasileiro, encerrada dia 20 de março em Governador Valadares (MG), e já têm novos desafios pela frente: três etapas estaduais quase que consecutivas: 28 e 29 de março, no município de Cândido de Abreu; 10 a 12 de abril em Terra Rica, e 18 a 21 de abril, em Tibagi. Esta também será válida pelo sul-brasileiro.

E o espetáculo está garantido. Alguns dos atletas estiveram competindo ao lado dos melhores pilotos do Brasil e do planeta, e voltam com excelente nível técnico. Entre eles, Leila Janaina Corso Salvador, que foi a melhor atleta paranaense da categoria feminino, ficando na 5ª colocação geral. Na frente dela, duas russas, uma italiana e outra brasileira.

No Estado, são cerca de 400 praticantes de vôo livre. Entre os que competem, o número passa de 100. E não pára de crescer. Por ano, o esporte ganha aproximadamente 25% a mais de novos adeptos. Segundo o presidente da Federação Paranaense de Vôo Livre, Fernando Henares, o esporte cresce da forma considerada a mais correta: não apenas em quantidade de praticantes, interessados e público. Mas também em nível técnico. “Isso levou, nos últimos anos, a um salto em números e recordes”, afirma.

O recorde de distância alcançado em cross country, por exemplo, há cinco anos era de aproximadamente 40km. Alguns meses atrás, no entanto, o recorde passou para 120 quilômetros. E recentemente, decolando da cidade de Medianeira, interior do Estado, o piloto Deonir, de Foz de Iguaçu, conhecido por “Piazinho,” atingiu a marca de 130 quilômetros percorridos.

Para voar, é necessário fazer o curso, adquirir o equipamento e estar bem fisicamente. As escolas oferecem equipamento, mas é necessário o aluno ter o seu. Em todo o Paraná, são quatro escolas, sendo que a maioria se encontra próximo da capital. E se antes de fazer o investimento você quiser experimentar a sensação de voar de parapente, é possível fazer um vôo duplo por R$ 80

Impressão que engana

Quem vê os outros voando acha que é moleza. A impressão se justifica pela velocidade de voo, que não passa dos 30km/h. No entanto, o próprio Fernando Henares diz que até hoje passa por momentos de muita adrenalina.

Imagina então como são os primeiros voos. E o risco de acontecer algum acidente existe. O pior que pode acontecer é a vela se fechar. Ao contrário da asa delta, ela não conta com armação. Então para evitar tragédias, o piloto sempre carrega em seu equipamento uma vela reserva.



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