A acrobacia de parapente passou a desenvolver-se no mundo de forma bastante rápida.
Atuações como a dos irmãos Rodriguez, que inventaram a manobra SAT e tudo o que derivou delas, têm sido a sensação dos campeonatos de acro que atraem a atenção do grande público - especificamente pela possibilidade de acompanhar com os olhos o que está acontecendo. Muito diferente das competições que estamos acostumados, onde os pilotos enrolam uma térmica e desaparecem das vistas de todos indo pousar em algum lugar longínquo.
É inegável que o apelo de marketing é poderosíssimo neste caso, e vem consolidar o parapente como um esporte mundial bastante interessante para o público. Competições como o Wings Over Aspen e o Red Bull Vertigo em Villeneuve na Suíça, reuniram mais de mil pessoas assistindo, em meio a barracas vendendo badulaques em geral, comidas e bebidas, um cenário lindíssimo e excitante de acrobacias espetaculares sobre um lago fotográfico.
Um destes pilotos, que é também designer de parapentes, Robbie Whittal da Ozone, conta o que aconteceu outro dia com o test-pilot Chris Santacroce: ao executar algumas manobras iradas demais com o protótipo do Mutant (o novo velame acro da fábrica), terminou com várias linhas do bordo de ataque partidas. Foi obrigado a usar o pára-quedas de emergência abreviando seu vôo para as águas do lago onde fazia suas experiências.
Ele comenta que, provavelmente, o Chris chegou perto de 6G de aceleração em uma seqüência de tumblings (uma mistura entre espiral invertida - SAT e looping), e as linhas não resistiram. As linhas oficiais no modelo final seriam naturalmente mais espessas, mas a coisa é que ele ficou meio assustado com isso.
Agora estão iniciando alguns testes, utilizando acelerômetros e medidores de G, para reunir o máximo de informações possível acerca das variações de carga no parapente durante manobras mais ousadas como os tumblings.
Mr Whittal comenta que se sente culpado com o excessivo entusiasmo pelo mundo da acrobacia em parapente, e que é preciso refrear um pouco os ânimos - até que novos progressos sejam feitos para garantir mais segurança neste tipo de atividade.
É natural que Robbie posicione-se desta forma, afinal, ele está à frente de uma das fábricas de parapente que mais cresce no mundo e que produz o preferido dos velames utilizados em acrobacia (o Octane).
As acrobacias em parapente ainda têm muito o que aperfeiçoar. Especialmente os parapentes adaptados às novas possibilidades técnicas, que a aparentemente infinita criatividade dos acro-pilots foi capaz de produzir.
É inegável que o parapente é um esporte novíssimo e todos os anos vemos novidades assombrosas no mundo do design, com equipamentos que facilmente suplantam em rendimento os modelos anteriores, mantendo o mesmo nível de segurança proposto pela categoria a qual pertencem.
Melhoras na construção, utilização de novos materiais (como as linhas Betec, mais finas, e a nova composição do tecido Porcher, mais durável), novas idéias, projetos... Enfim, tudo garante novidades a todo instante em meio a um esporte tão fascinante quanto possível.
» ECOTURISMO
» LITERATURA
» ASA-DELTA
» HIDRATAÇÃO
» CICLISMO
» CAMINHADA
» 25/08 Saiba mais sobre as diversas modalidades de Vôo em Parapente
» 02/07 A responsabilidade do instrutor
» 09/05 Novo colunista do 360 Graus explicará sobre o início do Parapente
» 30/08 Excesso de carga em acrobacia de parapentes
» 25/08 Ouça o nosso correspondente na Suiça, Joe Ferreira, sobre o Red Bull Vertigo
» 16/08 Ouça os boletins de áudio sobre os brasileiros no mundial de acrobacia
» 05/06 Piloto realiza 1ª travessia do Canal da Mancha de parapente
» 05/09 Saiba mais sobre as regras de tráfego aéreo usadas no vôo livre
» 04/03 O uso do pára-quedas reserva na prática do Paragliding
Mais >>





