Quer saltar? Entenda um pouco mais sobre o esporte

Tema:Pára-quedismo
Autor: Tatiana Gerasimenko - 360 Graus
Data: 11/8/2009

Definição

Pára-quedismo é a atividade esportiva de caráter competitivo que consiste no salto de um avião e a queda livre. Apesar de tudo, o pára-quedas é também usado para levar comida, remédios e roupas para vítimas de locais arruinados por guerras e pesquisas meteorológicas, aeronáuticas e espaciais (durante a aterrissagem de algum módulo, por exemplo).

Características

Há diversos tipos de pára-quedas. Entretanto, os componentes essenciais são: velame, cordoame, guarnição (arnês) e bandeja (invólucro). As maneiras de praticar o pára-quedismo também são muitas:

  • Precisão: é a mais antiga modalidade. Praticada com o velame aberto, tem como objetivo atingir uma “mosca” no centro de um alvo determinado, com 2,5 centímetros de raio. O alvo oficial tem 25 metros de raio – 10 deles centrais, de areia e 15 metros periféricos de seixo rolado. Após o surgimento dos pára-quedas retangulares, mais fáceis de manobrar o velame, as marcas de pouso caíram dezenas de metros. Hoje têm menos de meio metro. Poucos atletas fazem marcas superiores a 15 centímetros nos campeonatos mundiais.

  • Estilo: junto com a “precisão”, esta modalidade compõe o “pára-quedismo clássico”, muito praticado em competições militares. A prova é bastante técnica e deve ser realizada durante a queda livre. Abandonando a aeronave a mais de 2.100 metros de altitude, o atleta deve cumprir uma seqüência de manobras com quatro curvas de 360º para ambos os lados, e dois loopings. O tempo de efetuação das manobras é registrado por uma câmera no solo. Quem alcançar a menor média por seqüência completa ganha.

  • Trabalho Relativo de Velame: o que conta é a perícia da pilotagem do pára-quedas com o velame aberto. O objetivo desta modalidade consiste em reunir uma equipe durante a queda e construir o maior número de figuras no menor tempo possível. Pode ser feita com um pool de figuras sorteada (seqüências estabelecidas pelo sorteio), ou por “rotação” (figura é sempre a mesma; o que muda são as posições dos atletas).

  • Formação em Queda Livre – FQL: é a mais praticada e competitiva do pára-quedismo. Exige técnica apurada dos fundamentos de vôo em queda livre. Neste caso, a prova consiste em formar o maior número de figuras no menor tempo possível. As seqüências são sorteadas e executadas por times de quatro, oito ou 16 atletas. Todos os grupos possuem um “câmera man” que registra os detalhes e entrega ao juiz da competição.

  • Freestyle: o salto é realizado em duplas, que optam por um tipo de queda livre em que o controle dos giros e das posições garanta seqüências similares às da ginástica acrobática ou olímpica, e dos saltos ornamentais. O equilíbrio e controle das posições exigem muito treinamento. O “câmera man”, neste caso, também participa da disputa: ganha a equipe que fizer a melhor série e tiver a melhor filmagem.

  • Freefly: é a mais nova modalidade. A queda livre pode ser feita com todas as manobras (sentadas, em pé, de cabeça para baixo – o “head down” etc). O time de freefly é composto por três atletas, que devem ser bem filmados para ganhar mais pontos.

  • Skysurf: semelhantes ao “Freestyle” - realizado em duplas que são filmadas. A prancha garante a emoção dos saltos, permitindo manobras originais e possibilitando giros mais rápidos. É o surf no ar.

  • Cross Country: a modalidade é geralmente praticada em dias de vento forte com o objetivo de cobrir a maior distância possível com o pára-quedas aberto. O salto é feito com vento de cauda (empurrando o atleta) e o segredo está no cálculo correto do PS – ponto de saída da aeronave. A altitude do avião, a velocidade do vento, o planeio do velame e o peso do atletas também entram na conta.

  • Wing Fly: o que conta é a velocidade horizontal. O objetivo é completar a maior distância possível durante a queda-livre. Para que isso aconteça, os saltos são realizados com macacões próprios, que possibilitam este deslocamento: possuem asas que inflam com o vento entre os braços e o tronco e também entre as pernas. Os deslocamentos verticais derivados do aumento de área chegam até 160 quilômetros por hora, com uma razão bem menor de descida. Assim, a queda livre chega a quase dois minutos.

  • Salto Duplo ou Tandem: qualquer pessoa pode desfrutar desta modalidade, justamente por permitir a carona com um experiente pára-quedistas. O salto é seguro, dispensa curso e, após algumas explicações, garante 45 segundos de queda livre.

    História

    Embora o pára-quedas tenha sido fruto das invenções modernas, Leonardo da Vinci já sinalizava a possibilidade da criação desta atividade em 1514. No ano de 1779 os irmão Montgolfier registram as primeiras experiências neste campo, seguidos cinco anos mais tarde pelo francês Louis Sébastien Lenormand, que saltou de uma torre com um pára-quedas produzidos por ele mesmo. Pierre François Blanchard, um pouco mais resguardado, fez com que um cachorro saltasse de um balão com pára-quedas em 1785.

    O mérito ficou, no entanto, com André Jacques Garnerin. Em 1797 ele saltou de uma altura de 660 metros em Paris. Como se não bastasse, tentou ousar mais um pouco: em 1802, na Inglaterra, saltou de uma altitude de dois mil e quinhentos metros com um pára-quedas tipo guarda-chuva (7,5 metros de diâmetro). Em 1912, mais de um século depois, o capitão norte-americano Albert Berry saltou com êxito de seu avião em St. Luis (EUA), abrindo a possibilidade de utilização para os mais diversos fins. No final da primeira guerra os dois lados da briga passaram a usar a invenção em casos de emergência.

    Equipamentos

    Todos os pára-quedas são compostos de quatro partes essenciais:

  • Velame: parte superior do pára-quedas, que se abre como um cogumelo. É feito de seda ou nylon, e pode ter até 10 metros de diâmetro. Tem um pequeno orifício no meio para evitar o acúmulo excessivo de ar – que pode provocar oscilações muito fortes. Segundo a legislação brasileira em vigor na Confederação Brasileira de pára-quedismo, todos os equipamentos para uso desportivo devem possuir dois velames; um principal e o outro reserva.
  • Altímetro: indica a distância que o pára-quedista está do nível do mar. É usado para saber quando acionar o pára-quedas. Os altímetros sonoros são programados para apitarem em uma altura determinada, e são presos ao capacete do atleta.
  • Capacete: ainda não inventaram um capacete capaz de salvar o atleta cujos pára-quedas não abram. Mas o seu uso é importante durante a queda livre, pois protege no caso de esbarrões com outros pára-quedistas.
  • Óculos: protege os olhos do vento forte. Durante a queda livre, os pára-quedistas podem alcançar uma velocidade de até 300 quilômetros por hora. Quem tem medo pode também fechar os olhos.
  • Macacão: o tipo de macacão depende do que se objetiva no salto. Quanto maior ele for, maior será o atrito com o ar, diminuindo a velocidade da queda livre. Na modalidade Wing Fly, por exemplo, utiliza-se um modelo especial que garante deslocamentos verticais de até 160 quilômetros por hora.

    Onde praticar

    Os experiente e corajosos podem inventar desafios, como é o caso do austríaco Felix Baumgartner. Já saltou do prédio mais alto do mundo, estátua do Cristo Redentor e, como se fosse pouco, atravessou o canal da mancha com uma asa de fibra de carbono presa ao corpo. Pousou em Cap Blanc-Nez, perto de Calais – vivo.

    Mas se a proposta é desfrutar da queda livre sem grandes repercussões na mídia, Ubatuba (SP) é uma ótima opção. Os aventureiros também podem ir até Boituva, onde fica o Centro Nacional de Pára-quedismo (CNP). Em Campinas, também São Paulo, fica a Azul do Vento – escola de pára-quedismo que tem uma das melhores estatísticas de segurança do mundo.

    Os locais para a prática, no entanto, são determinadas conforme as características da região. O ideal para a atividade é pouco tráfego aéreo, espaço para o pouso e a questão do clima. Tempo chuvoso é péssimo sinal. Escolas

    Campinas (SP) Azul do Vento – (19) 32460455
    www.azuldovento.com.br

    São Paulo Escola Brasileira de Pára-quedismo – (11) 32633023
    www.ebparaquedismo.com.br

    Rio de Janeiro

    Extreme Moments – (21) 24988422
    www.extrememoments.com.br

    Santa Catarina

    Clube Escola de Pára-quedismo Floripa Jump – (48) 91044411

    Paraná

    Fly Pára-quedismo – (43) 30276265
    www.flypqd.com.br

    Pernambuco

    Gravidade Pára-quedismo – (81) 9123833/91626666
    www.gravidade.com.br

    Maranhão

    Ilha Jump – (98) 30880477
    www.ilhajump.com.br

    Minas Gerais

    Para-Clube Águias de Ouro – (32) 32330181
    www.paraclubeaguiasdeouro.com.br

    Bahia

    Skydive Itaparica – (71) 6817931
    www.skydiveitaparica.com.br

  • Confederação Brasileira de Pára-quedismo - www.cbpq.org.br - Informativos sobre todas as novidades da organização, com lista de federações, clubes e programas sobre pára-quedismo.

  • Escola Brasileira de Pára-quedismo - www.ebparaquedismo.com.br - Localizada no Centro Nacional de Pára-quedismo em Boituva (SP), oferece informações para quem deseja iniciar no esporte e também para quem já é praticante.



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