
Vôo sobre o Canal da Mancha
Foto: Divulgação Red Bull

Gráfico explicativo sobre o vôo
Foto: Divulgação Red Bull

O pára-quedista austríaco Felix Baumgartner e suas asas Skyray
Foto: Divulgação Red Bull

Pouso em em Cap Blanc-Nez, na França
Foto: Divulgação Red Bull

Felix Baumgartner
Foto: Divulgação Red Bull

Felix Baumgartner
Foto: Divulgação/ Red Bull
"Eu quero ser conhecido como o deus dos céus". Essa é a justificativa usada pelo pára-quedista austríaco Felix Baumgartner ao sobrevoar ontem (quinta-feira 31), o Canal da Mancha usando uma espécie de asa portátil.
Felix voou sem a ajuda de nenhum aparelho de propulsão mecanizada, sendo sustentado apenas por uma asa de fibra de carbono com 1,8 m de envergadura, presa a seu corpo com um equipamento especial. A asa foi primordial para o sucesso do projeto pois proporcionou uma razão de planeio de 1 para 4, ou seja para cada metro de queda, a asa forneceu sustentação suficiente para percorrer 4 metros na horizontal.
O austríaco levou também uma garrafa de oxigênio, para enfrentar o ar rarefeito e as temperaturas congelantes; e mini-câmeras de TV, presas em suas asas para documentar todo o vôo.
O ousado pára-quedista saltou de um SkyVan (uma aeronave com grande porta traseira que se abre em vôo) a 10 mil metros de altura sobre Dover, no sul da Grã-Bretanha, e percorreu caindo e planando os cerca de 35 km que separam o território britânico da França. Durante seu vôo, ele atingiu velocidade máxima de 360 km/h e temperaturas inferiores a -68º C. Depois de 14 minutos de queda misturada com vôo, o atleta pousou de pára-quedas em Cap Blanc-Nez, perto de Calais. “Foi o maior desafio da minha vida”, afirmou Felix, após o vôo.
Ícaro
O projeto de travessia do canal da Mancha levou três anos de preparação. O vôo foi apelidado de "Ícaro 2", em homenagem ao personagem da mitologia grega que, usando asas feitas com penas e parafina, voou se aproximando demais do sol, que derreteu a cera e provocou sua morte. Apesar do nome, Felix contava com uma tecnologia muito mais avançada, substituindo penas e parafina por fibras de carbono, num projeto pioneiro em aerodinâmica.
“É uma sensação incrível poder voar acima das nuvens, como um pássaro. Você não percebe que está caindo, apenas sente que está flutuando”, comentou Felix, após seu pouso, exatamente 94 anos e seis dias depois de Louis Blériot ter se tornado o primeiro homem a atravessar o Canal da Mancha de avião, em 25 de julho de 1909.
Currículo
Baumgartner tem um currículo considerável de aventuras nas alturas. Em 1999, ele saltou do prédio mais alto do mundo, o Petronas Towers (451 metros), em Kuala Lumpur, na Malásia. No mesmo ano, ele ganhou notoriedade ao saltar de pára-quedas da mão direita da estátua do Cristo Redentor, no Morro do Corcovado, no Rio de Janeiro. Além dessas façanhas, ele também tem na bagagem o título de Campeão Mundial de Base Jumping (1997); e os títulos de atleta do ano, do World Sports Awar (2001) e Xtreme Sports Award (2000 e 2001).
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