Seis horas de rafting e muitas outras de atoleiro e lama

Tema:Rafting
Autor: Mônica Picavêa
Data: 1/6/2006

(originalmente publicado em 28/07/2004) - Até acredito que muitas pessoas naquele distrito pacato da região Metropolitana de Curitiba podiam acreditar que éramos loucos. Nós, 10 jovens alegres, às 8 da manhã, em plena quinta-feira de Corpus Christi, o termômetro marcando 3 graus, nos preparávamos para entrar nas águas geladas, do ainda inexplorado Rio Capivara.

Um afluente do Rio Açungui, nosso destino. Rafting nas corredeiras do Rio Açungui, um caminho maravilhoso, mas de logística delicada, como explicou nosso guia Daniel Spinneli da Praia Secreta Expedições. Delicada... O que estaria guardado nesta palavra tão estranha para um objetivo teoricamente radical.

Tínhamos a opção de fazer um caminha de mais de uma hora de terra, ou nos aventurarmos pelo Rio Capivara, ainda não testado, desconhecido e segundo os moradores do local, praticamente intransitável... Lógico que preferimos o desconhecido... “Todos caducos”, essa foi a definição da senhora, que nos assistia encher os 3 ducks e o bote, com bombas de pé, agora, embaixo da garoa. A caminhonete 4X4 foi levada ao final da trilha onde nos aguardaria depois de finalizado rafting.

Pedras e Galhadas

Barcos cheios, neoprene vestido, capacete, colete... Tudo observado atentamente pelos moradores do local, organizamos nossa saída na beira de uma ponte e partimos... remando totalmente aventureiros, prontos a desbravar o rio desconhecido.

Os ducks partiram na frente, como batedores, e o bote, com 5 integrantes atrás, logo nosso peso mostrou que teríamos obstáculos, encalhamos em algumas pedras... mas conseguimos sair rapidamente graças à destreza, peso à frente, peso ao lado... e estávamos novamente flutuando. Remamos mais um bocado e um tronco ia de uma margem à outra do rio... interrompendo-o ... Mas não desanimamos, as mulheres subiram no tronco e os rapazes, levantaram o bote e o passaram por cima.

Assim... fomos... mais uns 2 km, entre encalhadas e galhadas, até chegarmos a um remanso, e uma inesperada cachoeira de uns 5 metros de altura, que descia displicentemente do lado esquerdo do Rio. Bela e inusitada surpresa... felicidades da escolha pela aventura! Lugares inexplorados e desconhecidos que guardam esses presentes da natureza.

Faltava pouco agora.. Mais 4 km e avistamos o nosso destino - Rio Açungui.

Nesta reportagem:

» Seis horas de rafting e muitas outras de atoleiro e lama
» Agora sim, Rafting...
» Lama, suor e força
» Perrengue parte 2



© Copyright 1998 - 2009 - 360 GRAUS MULTIMÍDIA
Proibida a reprodução integral ou parcial, para uso comercial, editorial ou republicação na Internet, sem autorização mesmo que citada a fonte.