Rafting - Classificação dos rios

Tema:Rafting
Autor: Cristina Degani
Data: 17/8/2001

Para tornar mais fácil o entendimento dos rios, se são mais tranquilos ou difíceis de navegar, mais turbulentos ou com águas mais calmas, a IRF (Federação Internacional de Rafting) criou uma classificação padronizada de níveis de rios.

Eles variam de I a VI, e a análise depende da classificação das corredeiras, isto é, das quedas d'água e pequenas cachoeiras do rio. Numa avaliação mais apurada, a classificação depende também do desnível de relevo (quanto maior o desnível em curto trecho, mais fortes são as quedas d'água); do nível de água na régua (em época de seca o rio recebe menos água e as corredeiras tem menor volume) e, finalmente, do conjunto de corredeiras de níveis parecidos. Assim, uma rio que uma queda de nível III, mas seu conjunto é de II+, é considerado apenas II+.

Mas, como classificar as corredeiras? O canoísta e diretor da Ativa Rafting, Otto Hassler, explica como analisar as corredeiras segundo a regulamentação da IRF.

Nível I
Água corrente compequenas ondas; pouca ou nenhuma obstrução de passagens por pedras; ideal para passeios e iniciantes.

Nível II
Corredeiras fáceis com ondas de até 1 metro, altas e largas; passagens claras e óbvias mesmo sem o reconheciemtno por terra; algumas manobras básicas são necessárias.

Nível III
Corredeiras com ondas altas e irregulares; passagens estreitas que podem requere manobras complexas; o reconhecimento por terra, feito pelas margens, pode ser necessário.

Nível IV
Corredeiras longas e difíceis, com passagens estreitas que necessitam de manobras precisas em águas muito turbulentas; um reconhecimento pela margem é geralmente necessário e as condições de resgate podem ser difíceis.

Nível V
Corredeiras extremamente difíceis, longas e muito violentas; passagens obrigatórias; reconhecimento pela margem mais que necessário; montagem de esquema de segurança específico.

Nível VI
Quase impossível e muito perigoso; seria a dificuldade do nível V levado ao extremo da navegabilidade; apenas instrutores e canoístas de muita experiência podem optar por descer, mesmo assim sob um cuidadoso estudo das condições do rio, por terra.

Os melhores rios do mundo

Zambezi (Zimbábue) – V
Cheery Creek (Estados Unidos/Califórnia) – V+
Teufelsschlucht (Áustria) – V
Kaituna (Nova Zelândia) – V+


Colca (Peru) – IV e V
Apurimac (Peru) – I a V
Futaleufu (Chile) – I a V
Bio Bio (Chile) – I a V
Alto Ebro (Espanha) – I a IV
Great Bend of the Yangtze (China) – I a V
Sun Kosi River (Nepal) – I a V
Ocoee River (Estados Unidos/Tennessee) – I a V
Green River (Estados Unidos/Utah) – I a IV


Upano (Equador) – III e IV
Dranse (França) – III e IV
Pacuare (Costa Rica) – IV
Franklin River (Austrália) – IV
Shotover River (Nova Zelândia) – IV
Tuolumne (Estados Unidos/Califórnia) – IV
Kicking Horse River (Canadá/Alberta) – III a IV+
Slave River (Canadá/Northwest Territories) – III e IV



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