"Remem, remem", grita o instrutor, fazendo leme no bote. É tarde demais para se arrepender, mas quem disse que dá tempo de pensar em alguma coisa? Só dá para escutar o instrutor e ver a massa d’água, branca, ali na frente. Os companheiros de bote, tentando remar em sincronia, parecem partilhar das mesmas sensações. Depois de um redemoinho, mais pedras para desviarmos, uma queda mais acentuada e... ufa! O rio acalmou.
Mas... já acabou? Será que dá prá repetir???
Descida em rios com corredeiras sobre botes infláveis é pouco para definir o rafting. Desviar de pedras e outros obstáculos, surfar em ondas produzidas nas quedas, cair na água para brincar ou capotar o bote faz parte de uma aventura cada vez mais realizada nos finais de semana em rios espalhados pelo país. E o que é melhor: os melhores rios estão a pouca distância de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Blumenau, Salvador e Uberlândia.
O rafting é praticado como atividade de turismo de aventura, expedição ecológica, competição esportiva e até na reciclagem de executivos de muitas empresas. Ao lado do trekking, canyoning e outros esportes de natureza, o rafting conquista cada vez mais adeptos por liberdade, emoção e aventura em ambientes de mata preservada.
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