Federação de Remo volta atrás e impede deficiente auditivo de competir

Tema:Remo
Autor: Redação 360 Graus
Data: 10/7/2005

Em reunião realizada nesta quinta-feira (dia 7/7), na Suíça, a Federação Internacional de Remo (FISA) voltou atrás na decisão de liberar o remador Armando Max Ribeiro, deficiente auditivo, de participar em competições internacionais no barco Single Skiff. Segundo a FISA, por ser deficiente auditivo na totalidade, Armando está impossibilitado de competir na categoria, ficando assim mantida a decisão de 2001, quando na época a Confederação Brasileira de Remo solicitou a FISA pela primeira vez a liberação do atleta.

“Gostaríamos de deixar claro que um remador surdo e mudo pode participar de eventos da FISA, porém, apenas em barcos de equipe. Por questões de segurança ele não pode disputar provas sozinho”, diz Matt Smith, diretor-executivo da FISA.

Matt Smith deu como exemplo o campeão mundial de 1990, Juri Jansen, da Estônia. Porém, Juri tem deficiência auditiva em apenas um dos ouvidos e utiliza aparelho.

“Estamos profundamente desapontados com esta situação e estamos desde já tentando alguma mudança na decisão da FISA. Quando chegarmos ao Brasil vamos entrar em contato com o departamento jurídico do Comitê Olímpico Brasileiro para ver se existe algo que possamos fazer”, explica Julio Noronha, coordenador técnico da seleção brasileira de remo, ressaltando que a inscrição de Armando para o Campeonato Mundial de Amsterdã, em 22 a 24 de julho, já estava feita.



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