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Jornal de Búzios (7/2003)
Autor:
Data: 1/7/2003
- Quais as semelhanças e diferenças entre Jericoacoara e Búzios?
- Jericoacoara hoje, como Búzios, depende dos turistas para sobreviver. Ambas foram colonizadas como locais de pesca, onde há muitos anos o ser humano chegou, depois de matar os índios, para viver tranqüilamente tirando toda a sua sobrevivência da natureza. O paralelo entre as duas jóias do litoral brasileiro é fácil de ser feito mesmo se levarmos em consideração que Búzios, por estar tão perto do Rio de Janeiro e São Paulo foi adotada pelos moradores dos grandes centros como lugar ideal para desde um fim de semana até férias inteiras. Jericoacoara está a 320 km de Fortaleza, que mesmo com seus mais de dois milhões de habitantes não tem nem de longe o potencial econômico das grandes capitais do sudeste, e por isto Jeri, como os nativos a chamam, escapou da eterna ambição dos urbanos em ocupar paraísos naturais até a saturação.
Jeri até bem pouco tempo estava protegida pelas cinco horas de viagem de carro ou sete de ônibus, o transporte mais utilizado pelos visitantes. Uma viagem de sete horas em estradas esburacadas desanima a maioria dos turistas. A distância e o baixo poder aquisitivo dos fortalezenses fez com que a especulação demorasse a chegar, mas infelizmente já chegou, e com conseqüências bem visíveis aos olhos de qualquer um.
Jeri teve algumas vantagens sobre Búzios, como a sua classificação de Área de Preservação Ambiental (APA) já no final dos anos 80, após ser “descoberta” por pescadores, hippies, técnicos do IBAMA e ambientalistas. Depois de ser transformada em APA, ficou muito mais difícil fazer a bandalheira que sempre ocorre nos paraísos naturais uma vez descobertos. Com a criação de um Parque Nacional no ano passado, mas ainda não implantado, todo o seu entorno passou a ser administrado pelo governo federal, muito mais difícil de ser corrompido do que autoridades estaduais e municipais.
Jeri iniciou sua carreira nacional como paraíso de hippies e alternativos, incluindo artistas e intelectuais, o que de uma forma ou outra também aconteceu com Búzios nos anos 60.
Infelizmente, com a fama internacional que chegou nos últimos anos, Jeri tornou-se um dos centros mundiais da prática do windsurf, e com a chegada maciça de turistas estrangeiros cresceu assustadoramente o número de pousadas (mais de cem) e os olhos dos tubarões brasileiros e estrangeiros. Nos últimos meses, aproveitando-se do vácuo político da troca de cargos no governo federal, acredito que tenha dobrado a área construída. E não podemos nos esquecer que Jericoacoara hoje tem apenas dois mil habitantes, o que Búzios tinha em torno de 1975. Mas lá havia mais gente que amava a cidade do que em Búzios, tanto que até hoje a população recusa a pavimentação das ruas, que são em sua totalidade de areia, uma grande atração para os estrangeiros.
Quando a eletricidade estava para chegar os moradores e o IBAMA escolheram enterrar toda a fiação, e assim, sem postes, sem iluminação pública e sem aqueles fios horrorosos por toda parte, tornou-se um charme único. Para evitar a zorra da fiação do telefone à céu aberto foram instalados telefones fixos usando o sistema celular. O céu estrelado de Jeri é o que pode ser que jamais vejamos em Búzios, a não ser durante os apagões. Enquanto os mal informados do poder buziano, encantados com o canto da sereia da estética brega queriam pavimentar tudo, em Jeri os pescadores souberam ser mais elegantes e preservaram o caráter bucólico da aldeia que até hoje encanta os visitantes como Búzios encantava há anos atrás, antes de se tornar um shopping a céu aberto, barulhenta, desordenada, mal acabada e favelizada por ricos e pobres.
- O que te levou a sair pelo mundo em busca de um local ideal para morar e trabalhar?
- Sou um cigano engajado. Não consigo ficar muito tempo num mesmo lugar, principalmente quando ele está sendo sistematicamente destruído como a Búzios que conheci e 64 e onde vim morar em 83.
Num país dominado por uma elite autofágica e gananciosa como o Brasil, todos os recursos naturais estão sendo arrasados, as praias ocupadas por quiosques feios e barulhentos que afastam os poetas e atraem um público que nada tem a ver com o perfil destas bucólicas aldeias a beira mar. Escolhi Jeri porque entre outras coisas lindas, não tem um quiosque sequer em nenhuma praia, que são locais para se entrar em contato com a natureza e não ficar doidão ouvindo música de péssima qualidade e empapuçando-se de cerveja ao lado de “eguinhas pocotó” antes de voltar para dormir em cidades vizinhas. Búzios era um Rolls Royce que preferiu tornar-se um fusquinha. Como eu adoro morar em lugares lindos e Búzios já em 97 quando fui embora, estava num rumo muito feio, preferi seguir meu caminho. Eu posso viver bem em qualquer lugar do mundo, é só harmonizar-me com a natureza local, o que hoje em Geribá ou João Fernandes, como em outros pontos da península tornou-se impossível.
- Como seria uma cidade com as melhores qualidades para levar a vida? Esse lugar ideal existe?
- O primeiro requisito para uma cidade não ser violenta nem violentada é ter moradores que a amem mais do que amam o dinheiro. Seduzidos como os antigos índios pelo brilho dos espelhinhos, muitos nativos vendem suas belíssimas propriedades para primeiro gente que amava o lugar, mas que depois preferiram transforma-la num vale-tudo!
Uma cidade é um organismo vivo, e quando o capital internacional se une espertinhos tupiniquins visando encaixotá-la para vender, as chances de uma comunidade sobreviver são poucas, principalmente num país com tantos políticos corruptos e funcionários públicos sem ética.
Existem lugares lindos na Itália, como a Sardenha, onde as leis de ocupação e uso do solo são radicais no combate à prostituição imobiliária. Na França, depois de uma época de vandalismo especulativo nos anos 50, surgiu uma consciência ecológica tão radical que hoje é praticamente impossível construir qualquer coisa perto do litoral. Em Guethary, no sudoeste, à beira do Atlântico, a população passou em 30 anos de 400 para 700 habitantes, e é impossível construir em qualquer lugar onde já não haja uma construção. Nenhuma nova área não construída é ocupada há décadas, garantindo uma qualidade de vida excepcional para seus moradores, que ao contrário de Búzios não vivem permanentemente sob a sinfonia infernal dos martelos, serras e lixadeiras.
- Esta semana entrou em pauta na Câmara de Vereadores um projeto do Vereador Valmir da Conceição em parceria com o arquiteto Octávio Raja Gabaglia, propondo a construção de condomínios – somente em terrenos acima de 20 mil metros – nas Zonas de Conservação da Vida Silvestre (ZCVS), o que hoje é proibido. Como um dos primeiros a denunciar a especulação imobiliária em Búzios, você acredita que seja possível flexibilizar a Lei de Uso do Solo com o intento de impedir que os proprietários de grandes áreas em ZCVS se desinteressem pela península?
- O autor da idéia, que chegou modesto na península décadas atrás e enriqueceu fazendo construções aí, sabe como viver, tanto que isolou-se dentro de um imenso paraíso ecológico enquanto ajudava a cidade a tornar-se uma feia colcha de retalhos. É o clássico faça o que eu digo e não o que faço. Ao seu redor quer a natureza protegida, quer o barulho dos passarinhos, dos poucos animais selvagens que ainda restam na região. Mas para a plebe lá fora quer dar o cimento, os muros, o barulho, a ocupação intensa mesmo se pretensamente ordenada. Faço uma pergunta: o problema do abastecimento de água está cem por cento resolvido em Búzios? E o do esgoto? Como se pode pensar em crescer sem ter como dar condições dignas para quem chega e ainda por cima prejudicar os que chegaram antes e ainda hoje sofrem com a falta de água, saneamento, eletricidade e sem desenvolvimento sustentável?
Ainda penso como pensava há vinte anos atrás: não se opera um paciente com inflamação. Primeiro cura-se a inflamação e depois opera-se. Búzios está doente e todos sabem disso. Porque fazer plástica antes de curarmos a úlcera? Como lucrar com uma região que ainda não definiu o que quer ser? Cadê o Plano Diretor? As audiências públicas? O Conselho de Meio Ambiente? O governo local debate com os cidadãos preocupados? Os proprietários de grandes terras tem que esperar até que os cidadãos de Búzios conscientizem-se da importância da participação popular, e qualquer político que quiser colocar a carroça na frente dos bois verá seu nome citado no futuro como mais um dos que ajudou a destruir Búzios, por ignorância ou burrice, não faz a menor diferença.
- A participação ativa da sociedade durante a sessão na Câmara de Vereadores acabou fazendo com que o projeto saísse de pauta. Qual ao seu ver é o peso dos cidadãos na defesa do interesse das cidades?
- Eu sou um político. Acredito na política como a única forma de se administrar conflitos de idéias numa comunidade. Talvez até alguém se lembre que fui candidato a vereador em 1986, o que muito me orgulha. Mas me lembro muito bem de quantas pessoas humildes, nativas de Búzios, vieram me procurar durante a campanha política dizendo que sabiam que eu os defenderia na Câmara, que era um excelente candidato mas... que fulano pagou a dentadura da mulher e ele devia este favor. Outro tinha recebido telhas para cobrir a casa do filho. Um outro havia sido ajudado por um candidato para conseguir uma operação para seu irmão. E assim votariam nele. A política buziana é feita assim, ao estilo Macunaíma bem brasileiro, e eu conheço centenas de casos iguais. E se os eleitores são corrompíveis e vendem seus votos, que políticos eles elegem? Quem corrompe os eleitores? Um cara honesto e bem intencionado? Claro que não! Por isto acho que sem a participação da população organizada, só picaretas chegarão ao poder, e uma vez lá estarão à serviço de quem pagar mais. São os “políticos-táxi”, pagou – levou!
Num cenário desolador destes, onde políticos eleitos trocam de partido como se troca de meia, onde alugam-se e até vendem-se siglas partidárias, ou o povo fiscaliza ou a bandalheira será geral. Vejo nestes dias a enésima tomada vergonhosa do Partido Verde de Búzios, outrora respeitado como polo gerador de discussões filosóficas de valor relevante, e hoje verde porque é com o “outro” verde que agora se faz política. É com imensa tristeza que vejo a atual pornografia político-partidária buziana, onde as pessoas não aglutinam-se em torno de uma idéia, mas sim de um lucro, um golpe, uma triste cena que me envergonha e me fez em 96 retirar meu nome do Partido Verde que não mais representava a ética na política, uma idéia que sempre me seduziu. Neste cenário onde partidos estão à venda, só a aglutinação dos moradores em torno de suas associações pode impedir com que estes picaretas continuem defendendo seus interesses particulares. Cidadãos éticos, preocupados com suas comunidades tem que se unir organizadamente para contrabalançar as forças deste mal que corrói a nossa política.
- Como surgiu seu interesse pelo meio ambiente?
- Sou surfista e pego onda há 40 anos. Nasci na frente da praia da Urca, cresci em frente a Copacabana e depois Leblon. Sempre estive exposto às belezas naturais do Rio, suas matas, encostas, praias, marzão imenso azul até perder de vista. Em 1969 morava em Londres e aprendi muito com os movimentos pacifistas de então, que geraram o movimento ecológico. Participo de organizações de defesa do meio ambiente desde os anos 70, pois sei que só através destas entidades conseguiremos reduzir o impacto dos empresários irresponsáveis e implantar o desenvolvimento sustentável. Onde quer que eu esteja estou engajado.
- Você sofreu muita repressão enquanto lutava contra a especulação imobiliária em Búzios?
- Me lembro de comerciantes vindo me dizer que um prefeito havia pedido a eles que não anunciassem no jornal que fundei, e dirigi, pois eu seria um “traidor” da comunidade. Recebi ameaças de morte pelo telefone, e avisos assustadores até de pessoas que hoje já não estão mas vivas. Soube de fontes mais do que confiáveis de uma reunião na casa de um famoso arquiteto onde discutiu-se sobre “como dar uma lição” em mim, envolvendo até a possibilidade de uma surra. Aí fiquei assustado. Um prefeito-pasteleiro de Cabo Frio, hoje tragado pela sua própria insignificância histórica (alguém se lembra dele?), mandou publicar nos jornais de Cabo Frio uma “nota de repúdio” acusando nosso jornal de “racista”, logo o jornal mais dedicado às causas sociais. Uma acusação que me deu trabalho para mostrar que era apenas a sub-política manipulando gente pouco inteligente. Felizmente me saí bem, mas vi como pessoas desonestas podem chegar até a dirigir a prefeitura de uma cidade importante. Felizmente a história não compra pastéis de vento.
- Por que você optou em ir embora de Búzios?
- Primeiro de tudo porque a qualidade de vida que eu tanto amava e precisava estava cada dia pior. A situação da água e do esgoto agredia a cidade, os especuladores imobiliários, unidos a arquitetos e engenheiros inescrupulosos faziam campanha cerrada contra nós ambientalistas e a população não nos endossava.
Nos últimos anos de Búzios percebi que a maioria dos moradores ignorava ou discordava da idéia do desenvolvimento sustentável como única solução para evitar que Búzios virasse um horror.
Sentindo que o tempo ainda não estava maduro para que meus companheiros de comunidade percebessem o erro que estavam cometendo ao fazer como as avestruzes ao sentir perigo: enfiar a cabeça num buraco para não enfrentar a realidade.
Então resolvi que deveria voltar a viver com mais qualidade, dedicar algum tempo ao meu crescimento pessoal, divertir-me, ganhar dinheiro com poesia, amar, coisas que em Búzios estavam difíceis de achar.
Mas estou muito feliz por notar que já existe em Búzios uma comunidade diversa de amantes da cidade, aqueles que mesmo sendo comerciantes e hoteleiros endossaram a proposta do desenvolvimento sustentável, que significa tentar preservar o que ainda restou da belíssima natureza e da comunidade buziana. Com a união de todas as vertentes do movimento comunitário, inclusive a dos poderosos comerciantes e hoteleiros, Búzios poderá conter o crescimento desordenado e encontrar a qualidade de vida que merece, pois ainda é um dos lugares muito poderosos do planeta.
- Como você avalia atualmente a cidade?
Toda vez que vou ao sudeste passo em Búzios. Estive aí em outubro e novembro do ano passado, e agora em maio, mas achei tudo meio caído e alguns pontos remanescentes de exuberante vegetação. Fiquei chocado com a situação das eternas obras do esgoto, e com a escandalosa falta de água. Pensei que os caminhões-pipa já fossem dinossauros aí, mas que nada! Vejo que o cimento ainda é o grande vetor da economia, e muito mais construções do que deveriam ter. A ocupação das encostas deu uma tristeza danada, e as valas negras saindo nas praias, como em Manguinhos, deram vontade de chorar. Mas ainda há muito a ser preservado, e com pensamento corajoso e atitudes radicais os governantes ainda podem salvar o pouco que resta do charme de Búzios e da natureza da península, que se recusa a morrer debaixo dos tijolos. Só não sei se eles conseguirão segurar esta peteca.
- Em Jericoacoara você também defende a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável de forma marcante e ostensiva, assim como fazia por aqui?
- Como estou aqui há poucos meses, participo discretamente de reuniões das associações de moradores e sou convidado a falar sobre o processo de favelização de Búzios e como evitar que se repita aqui a tristeza que se passou aí, e ainda não terminou. A história da degradação do “destino-Búzios” já está sendo útil para que os cidadãos de Jericoacoara não caiam na mesma cilada. Sempre mostro as fotomontagens que fiz em 1995 prevendo uma hecatombe imobiliária em Búzios. Mas onde quer que eu esteja, estarei engajado na causa do desenvolvimento sustentável e da preservação do nosso patrimônio natural. Já faz parte do meu caráter participar.
- O que você sente hoje quando visita Búzios? Está satisfeito com a cidade que reencontra?
- Depois de ser vítima de dois estelionatários que compraram coisas minhas e nunca pagaram, me causando profunda tristeza, passei a sentir-me mal quando visitava a península porque os via transitando normalmente pela cidade e sendo aceito pela comunidade. Como nestas coisas sou meio radical, tomei um bode das pessoas que compartilham mesas de bar com gente desonesta. Aliás, esta é uma coisa que sempre me deixou curioso: porque em Búzios há tanto espaço para golpistas?
Também acho que Búzios está muito grande, demais para meu padrão. Tem gente que gosta de metrópole, outros de viver em fazendas. Eu gosto de cidades pequenas. Prefiro aquela de 3 mil habitantes onde fui morar há 20 anos. Aliás, passei por uma experiência surrealista quando estive aí da última vez há poucos meses: fui com amigas beber num gostoso barzinho de frente para o mar perto da Escola João de Oliveira Botas, e ver o glorioso por do sol que aí é dos mais lindos do mundo. Barcos no horizonte, céu vermelho, mar roxo, nuvens violetas, um espetáculo esplendoroso e nós embasbacados. Quando de repente uma nuvem imensa de mosquitos nos atacou com tal ferocidade que todos os clientes se levantaram e fugiram correndo, o barzinho fechou e até quem passava pelo calçadão teve que correr para fugir do ataque doloroso destes insetos de tão fácil controle. Pude perceber que alem de estar entregue às moscas, Búzios estava também entregue aos mosquitos e a insensibilidade dos responsáveis. Nunca vi tantos mosquitos fazendo as pessoas correrem de medo. Me deu uma baita tristeza e muita coceira.
- Mesmo longe você acompanha o caminho que a península percorre?
- A Internet fez tudo muito mais perto. Eu andava meio distante das novidades porque o que estava à disposição na imprensa local não conseguia me passar isenção na análise dos fatos. Perdi o interesse em acompanhar na Internet os eventos buzianos através da ótica de quem representa interesses tão diferentes dos meus. Agora, com o Jornal de Búzios, que leva com orgulho o lema (Pensando globalmente, agindo localmente) do saudoso jornal do qual fiz parte, voltei a me interessar e acompanhar mais assiduamente as novidades, mas devo dizer que estou preocupado com o destino (desatino?) político da cidade.
- Qual o conselho que você daria hoje ao prefeito de Búzios?
- Ajude os cidadãos a se unirem em associações, organizações e Conselhos e a se conscientizarem da importância da participação. Implante logo todos os Conselhos e não tenha medo deles, torne-os aliados. Ouça e aceite as críticas construtivas, seja humilde e generoso e não tenha medo de ousar sair do previsível. Surpreenda!
- E aos moradores dessa península?
- Unam-se para não deixar os políticos sozinhos no controle da administração pública, que isto sempre dá em confusão. A associações de moradores são hoje parte fundamental das políticas do Banco Mundial e da ONU. Respeitem seus votos e não os vendam aos espertos que compram até partidos políticos.
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