
No barco - On the boat
Foto: Makoto Ishibe

Beto Pandiani
Foto: Julio Fiadi

Duncan Ross
Foto: Júlio Fiadi

Satellite velejando em São Paulo / Satellite sailing in São Paulo
Foto: Júlio Fiadi
Depois de dois dias de espera na Caleta Martial os velejadores Betão Pandiani (45) e Duncan Ross (39) partiram esta tarde, por volta das 15 horas rumo à Península Antártica a bordo do catamaran Satellite, de 21 pés. O tempo no momento da partida era bom, com temperatura em torno de 12°C e vento oeste fraco. A notícia de que a condição meteorológica estaria favorável chegou na última sexta-feira, dia 31 de janeiro e a previsão inicial era de que a travessia teria início na segunda (ontem). Entretanto, os velejadores precisavam de no mínimo 60 horas de tempo bom para que a travessia pudesse ser concluída, o que só se confirmou hoje pela manhã.
Betão e Duncan dão início a uma viagem inédita em alto mar a bordo de um veleiro sem cabine em um dos mares mais temidos do mundo. Juntos, eles irão percorrer 500 milhas (900 km) de mar bravio, temperatura da água em torno de 2°C e ventos de até 100 km/hora.
Para vencer o frio, a dupla vai contar com o auxílio das jaquetas North Face, aquecidas por baterias que duram cerca de duas horas, Dry Suits Musto, que são roupas impermeáveis ideais para esse tipo de aventura. As roupas são confeccionadas em camadas que expelem o suor, mantém o calor e ao mesmo tempo não permitem que a água externa entre em contato com o corpo.
Esses elementos são fundamentais, já que o contato excessivo com a água gelada da região pode causar, segundo Dr. Fábio Tozzi que acompanha a expedição, hipotermia. E ainda, botas e luvas com acabamento similar aos Dry Suits, garrafas térmicas Nissan que vão garantir água quente por toda a viagem – principalmente para o preparo dos alimentos que gerem calor.
A expedição começou no dia 7 de janeiro quando eles partiram de São Paulo rumo a Porto Alegre e de lá, rebocaram o barco e quase 240 kg de bagagem até o Ushuaia, primeiro ponto de parada no roteiro da Travessia do Drake.
Ainda é cedo para prever a chegada de Betão e Duncan na Península Antártica. A partir de agora a travessia pode ser acompanha pelo site. A posição exata dos velejadores aparece em tempo real graças a implementação de um rastreador Easy Track System, da Thrane & Thrane, que funciona com bateria e uma pequena antena.
O equipamento fica preso ao barco e vai enviar a posição e direção via satélite para o sistema Inmarsat C (empresa inglesa especializada em volta ao mundo). O sinal volta para o barco de apoio (Kotic II) e para o provedor Terra a cada 15 minutos. O sinal é plotado num mapa através de um software que dá a latitude, longitude, direção e velocidade exata do veleiro para que a viagem possa ser acompanhada pela internet. www.travessiadodrake.com.br
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