Uma viagem inesquecível pela beleza da Chapada Diamantina (BA)

Tema:Trekking
Autor: Cristina Juliani
Data: 7/4/2006

Foram cinco dias de pura emoção, de aventura e de sentir a majestade natureza nos seus 360 graus de beleza. Só de lembrar já cresce uma paz interior e a vontade de voltar o quanto antes, planejar e curtir cada instante da magia e da beleza diferencial de uma Chapada.

Nosso ponto de partida foi à querida cidade de Lençóis, uma cidade pequenina, rica em suas belezas simples e naturais, de noites agitadas, boa comida e de pessoas muito simpáticas. A cidade possui um albergue, várias pousadas e hotéis, os preços variam entre R$18,00, R$ 20,00 a R$ 200,00. Meu cantinho para descanso tem como dona uma baiana, mas com seus 50 e poucos anos de vida paulistana. Local simples, mas muito aconchegante, com um ótimo café da manhã.

A chapada oferece diversos roteiros de passeios que levam o dia todo, além das trilhas de 3km, 4km, 7km, 36km - 3 dias, 60 km - 5 dias.

Nossa primeira aventura, foi o roteiro 5 que contempla o Poço Encantando, Mucugê, Projeto Sempre-Viva e Cachoeira do Tiburtino. O passeio é bem tranqüilo e informativo. O trabalho apresentado de preservação e responsabilidade junto à natureza é bem instrutivo. O poço encantado é o êxtase do passeio, você demora um certo tempo pra ver as maravilhas que ele guarda, seu nome vem bem a calhar. Os melhores meses para estar lá e ver o sol iluminando o lugar é maio, junho e julho segundo alguns nativos.

Segundo dia, roteiro 1 o mais conhecido, os lugares são Mucugêzinho, Poço Encantado, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha, Gruta Azul, Morro do Pai Inácio. O passeio é maravilhoso, não pode deixar de ser feito. A vista do Morro do Pai Inácio, o mais famoso entre eles, é maravilhosa. Dele, podemos ver o segundo morro mais famoso, o Morro do Camelo e muitos outros lugares da chapada.

Nesse local, os nativos contam a história tradicionalíssima do porque desse nome, que não vou revelar para não estragar o momento. No poço do diabo, segundo lendas, foi nomeado dessa forma depois de muitas festas que rolaram por lá e várias quedas depois de umas e outras, a sorte é que a profundidade garante a vida dos beberrões.

A cachoeira é maravilhosa o lugar encantador. Na Gruta da pratinha, encontramos as águas mais transparente que já vimos até hoje dentro de uma caverna, lá pode-se alugar snorque e “flutuar” dentro da caverna (cobra-se a entrada e o aluguel do snorque, os valores são salgados).

Terceiro dia, roteiro 2, Cachoeira da Fumaça, um dos passeios mais famosos do lugar, melhor nas épocas de chuvas, mesmo assim vale a pena conhecer o vale, ver a vista, sentir as gotículas de água caírem no rosto e se arriscar deslizando e ter a sensação de estar surfando na pedra, ela permite a vista do poço com altura de 4.. metros. Lá você vê o nada e o tudo ao mesmo tempo e, senti o vento literalmente fazer a curva.

Despeço da amiga e companheira de viagem, após uma maravilhoso jantar nos restaurantes, com variedade de comidas nacionais e internacionais.

Quarto dia, 6h00 da matina e lá vou eu conhecer a famosa Cachoeira do Buracão, 5 horas de viagem de carro, nesse passeio cuidado com quem será o motorista, pergunte sobre a experiência dele nessa viagem. Nosso motorista teve a capacidade de levar 2 horas para fazer 30 e poucos km de chão de terra, ninguém merece.

Chegamos finalmente, encaramos uma caminhada de 20 minutos e chegamos a um dos lugares mais maravilhosos visto até hoje por esses olhos. São 80 metros de queda livre de água, lá se pratica rappel. Além do rappel existe o caminho alternativo, para quem não curti o esporte, através das pedras e escadas instaladas. Logo depois já se a vista o maravilhoso cânion de paredes de pedras sobrepostas.

O lugar é incrivelmente diferente, você pode caminhar por trás da cachoeira, nadar entre o cânion e curtir os vôos de passarinhos dentro do salão enfrente a ela, na deixe de fazer esse passeio vale muito à pena.

Quinto dia pego a trilha, junto com uma amiga mineira e um carioca e o guia, foram 7 km de caminhos de pedra, conhecendo antigas estradas de garimpo e chegando a cachoeira do sossego, água bem geladinha, lugar bem tranqüilo, o nome vem bem a calhar mais uma vez. Na volta uma paradinha na Cachoeira do Ribeirão do meio, o maior escorregador de pedra que já até hoje.

Nesse mesmo dia pego o ônibus das 23h30min horário diário para Salvador, já fico com saudades e planejando voltar para fazer a trilha da Cachoeira da Fumaça, três dias podendo ter a vista de baixo e cima, será pura emoção e depois um dos vales mais bonitos que já ouvi falar, o Vale do Pati, serão 60 km de pura aventura.

Convido todos vocês a entrarem nessa viagem, vale a pena!



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