
O bom senso é fundamental na hora de colocar os apetrechos na mochila
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Trekking
Foto: Divulgação/ North Brasil

Uma mochila de 20 a 90 litros é ideal
Foto: Cris Degani
Toda vez que vou me preparar para alguma caminhada, a principal preocupação que tenho é com o peso que a mochila vai ficar. Procuro sempre ser o mais preciso possível, não levar nada a mais, nem a menos. Ultimamente, depois de muitos anos de prática, tenho conseguido algum sucesso: meu recorde de peso de mochila mais leve para uma trilha de dois dias com barraca e tudo foi de 11,5 quilos.
Pode parecer pouco para alguns e muito para outros, pois algumas coisas particulares de cada um podem alterar muito isso, como, por exemplo, pessoas mais chegadas a uma boa fotografia com certeza terão um acréscimo de peso significativo. Aqueles que não dispensam o GPS, facas incrementadas do Rambo e cinto de utilidades (normalmente inúteis), rádio, aparelho de CD portátil ou mesmo garrafa de vinho tinto 750ml, com certeza irão fazer um pouco mais de força.
O bom senso é fundamental para a arrumação de uma mochila cargueira e, hoje em dia, temos boas opções para manter a mesma bem mais leve do que há uns 20 anos atrás.
O item alimentação sempre foi, por motivos óbvios, o que sempre mais me preocupou.
Consultando alguns sócios do CEB - RJ (Centro Excursionista Brasileiro), clube ao qual pertenço, sobre o que havia nos relatórios mais antigos de caminhadas (o CEB foi fundado em 1919), percebi que no Brasil as coisas não mudaram muito em matéria de alimentação para trekking. Em meados de 1930, os mochileiros que andavam pelas bandas de Teresópolis, onde hoje é o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, levavam para sua alimentação basicamente queijo, carne seca, salame e pão. Naquela época não era diferente na Itália, Alemanha ou qualquer país da Europa. Esse tipo de alimentação é ainda o mais utilizado.
Não temos ainda no Brasil alimentos especiais para trekking do tipo liofilizado completo, como os que existem no exterior, tipo Montain House entre outros, onde basta aquecer um pouco de água, adicionar ao produto, esperar cinco minutos e pronto. Não estou falando de macarrão instantâneo em copo de isopor, e sim de pratos completos e variados, como lasanha, risotos e carnes.
Independente de termos ou não esta alimentação especializada, podemos planejar muito bem nossa trilha sem levar peso a mais e nem passar fome. Uma boa arrumação de mochila é algo que faz a diferença entre o conforto e a ruína de sua empreitada, sem exageros.
O equilíbrio é o segredo, nem a mais nem a menos. O conjunto formado pelos itens alimento, cozinha e utensílios pode significar até 30% do peso total da carga da mochila.
Saco de dormir, barraca, isolante, primeiros socorros e vestuários podem ser considerados itens fixos quanto ao peso e necessidade e representam mais 50% do total, restando mais 20% para os pessoais, lógico, dependendo do que cada um imagina como indispensável.
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