Wakeboard

Tema:Wakeboard
Autor: Tatiana Gerasimenko - 360 Graus
Data: 25/4/2005

Definição

O wakeboard é uma mistura de esqui e surf, já que o piloto faz as manobras sobre uma prancha, guiado por um cabo conectado a uma lancha. A placa de fibra sobre a qual o praticante realiza os saltos e acrobacias tem um centímetro de espessura, 1,30 de comprimento e 45 centímetros de largura.

É o esporte aquático que mais cresce no mundo, segundo pesquisa do instituto norte-americano Sporting Goods Manufactures Association. Atualmente existem mais de 3,5 milhões de praticantes nos Estados Unidos e, no Brasil, este número está perto de 40 mil.

Características

O wakeboard exige do praticante “gingado” e concentração. Para que uma manobra saia da forma que se planeja, é preciso associar as condições da marola (o refluxo das águas pelo atrito do barco e da prancha na superfície) e a movimentação correta do corpo. Ombros, joelhos, costas e braços podem determinar se um salto sairá perfeito ou não.

Além disso, é importante levar em consideração a atuação da prancha que puxa o praticante. Para que o wakeboarder realize bem as manobras, o piloto da embarcação deve manter uma linha reta perfeita, pois, por menor que seja uma curva, o formato da onda irá variar – atrapalhando no salto e no pouso do atleta.

A velocidade do barco também conta, porque deve ser bastante precisa. Alterações podem afetar o formato da marola e o tempo da realização das manobras. O padrão fica entre 19 e 23 milhas, sendo que a velocidade média é de 21 a 22 milhas.

Durante as competições de wakeboard, os atletas são avaliados pela competência na hora de realizar as manobras. Critérios como altura alcançada, naturalidade na hora de executar manobras difíceis e criatividade consagram o campeão após uma disputa feita por eliminatórias. Algumas manobras básicas são a batida simples na marola (FS/BS off the wake), o deslizamento da prancha de lado na água (side slide), o salto simples de duas marolas (HS/TS air), o salto esticando a perna da frente em duas marolas (nose bone), entre outros.

Mortais para o lado, para a frente e de costas, cambalhotas, “pegadas” (a capacidade de encostar uma parte em outra durante a execução) e rotações são algumas das categorias de manobras realizadas pelos wakeboarders.

História

Como o surf, o wakeboard surgiu no Havaí, de onde foi para Califórnia (EUA), no início da década de 1970. Surfistas começaram a usar as pranchas em dias em que o mar estava sem ondas, sendo puxados por pequenos barcos de borracha. A idéia evoluiu, até que a primeira prancha especialmente fabricada para o esporte foi feita: a Skurffer – que chegou a ser produzida no Brasil por Betinho Pereira Leite, o primeiro brasileiro a realizar um salto com uma cambalhota completa (flip).

Vendo a crescente popularidade da prática no mundo, Herb O’Brien, da fábrica H.O.Skis, fez um acordo com o havaiano Eric Perez para desenvolver pranchas que pudessem promover manobras ainda mais radicais dos que já haviam feito. Entre 300 protótipos, uma foi escolhida – Hyper XP -, para vencer o Campeonato Mundial de 1989.

Na década seguinte outros modelos de pranchas foram desenvolvidos, permitindo que o esporte fosse aprimorado e difundido no mundo.

Equipamentos

Todo praticante de wakeboard deve usar um colete salva-vidas: é item obrigatório. Entre os demais equipamentos utilizados no esporte, temos:

  • Prancha: deve estar de acordo com o tamanho e o peso do atleta, mas tem em média 1,30 de comprimento, 45 centímetros de largura e um centímetro de espessura.
  • Mastro: o estendido (skylon) tem entre 1,8 a 2,2 metros de comprimento e é feito para puxar o praticante para frente, e não para baixo. Permite um tempo maior de manobras no ar.
  • Cabo: o comprimento do cabo – necessariamente rígido - depende da capacidade do wakeboarder, ou seja, os menos experientes devem começar a praticar o esporte com uma distância de aproximadamente 15 metros do barco. Os mais experientes chegam a usar cabos de até 19 metros para conseguiram maior tempo no ar.
  • Barco: o acelerador deve ser preciso para que a velocidade seja mantida, garantindo a linha perfeita e a boa performance do atleta. Barcos pesados produzem boas marolas e, portanto, são os mais recomendados para a prática do wakeboard.


    Onde praticar

    O wakeboard deve ser praticado em águas com bastante profundidade, pois o atleta pode sofrer acidentes em pedras que estiverem submersas no local. Além disso, o lugar deve ser seguro também em relação aos banhistas presentes, uma vez que a velocidade atingida pelo barco e pelo praticante é alta.

    Por este motivo, o wakeboard é geralmente praticado em represas. Igaratá, Guarapiranga, Nazaré Paulista, Bragança e Ibiúna são as preferidas para a realização de treinos do esporte. Lagoas, como a Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro, ou a Lagoa dos Ingleses em Belo Horizonte, também são ótimos locais, tendo abrigado diversos campeonatos - nacionais e mundiais.

    Escolas

    O esporte ainda não conta com muitas escolas especializadas no esporte. Entretanto, o interessado em aprender as técnicas do wakeboard podem fazer cursos em todos os Estados brasileiros.

  • São Paulo

    Escola Brasileira de Esqui Aquático – (11) 55145022

    2D Wake Center – (11) 50941992 / 96592590
    www.2d.com.br

    Wake na Veia - (11) 55065860
    www.wakenaveia.com.br

  • Rio de Janeiro

    Rio Wake Center – (21) 22396976
    www.riowakecenter.com.br

  • Manaus

    Wake for Fun - (92) 96013223 / 91143223

  • Bahia

    Hotel Transamérica – (73) 686-1005
    E-mail: hticnaut@nuxnet.com.br

  • Santa Catarina

    Marina da Conceição (Florianópolis) – (48) 232 1297
    E-mail: marinaconceicao@uol.com.br

  • Minas Gerais

    Luciano Rolla Ballesteros (BH) – (31) 99586789

    Luiz Felipe Carvalho (DF) – (61) 99812018

  • Paraná

    Luizani Wronski (Curitiba) – (41) 99762371 / 2539356

  • Porto Alegre

    Luciano Fleck e Lars Knorr – (51) 9816418 / 9865069
    Luís António Juliano - (51) 2117832 / 99676948
    Márcio Yazbeck - (051) 334-8308 / 982-8314

    Campeonatos

    O Campeonato Mundial de Wakeboard da IWSF (International Water Ski Federation) não foi o mais novo, mas figurou entre as maiores competições do planeta. Em 2002, a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro (RJ) foi sede de sua terceira edição. Também foi o local escolhido para a etapa de abertura do 1º Circuito Mundial do esporte, em 2004.

    No Brasil, a temporada de wake consiste em quatro etapas ao longo do ano, com a realização do Circuito Brasileiro, Campeonato Paulista e Circuito Mineiro.

    Links

  • Associação Brasileira de Wakeboard - www.abw.com.br

    Além de ter dados atualizados sobre os eventos relacionados ao esporte, o site contém entrevistas, dicas e informações sobre o mundo do esqui aquático. Vale a pena conferir o link de manobras, que explica nome e performance de cada uma.

  • Wakeboarding Magazine - www.wakeboardingmag.com

    Considerada a “bíblia” dos praticantes de wakeboard. Tem notícias, calendários, vídeos e muitas fotos. Um site bonito, mas que exige algum conhecimento em inglês.

  • Pro Wakeboard Tour - www.prowakeboardtour.com

    Publica conteúdo sobre eventos mundiais e profissionais de wakeboard. Também em inglês



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